Corredores, Codinome Locura

Inquilino invasor

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Chegou o primeiro
como posse e herdeiro
quis amor a nada fez

e o segundo
achou-se dono do meu mundo
falou de um amor profundo
e ali ficou de vez

e com isso achou que não mais precisava
agradar porque gostava
e ficava ali quietinho

E o terceiro chegou como o derradeiro
colocou em mim poesia
e quando eu percebia
já era dono do meu mundo
e eu já dava carinho

como inquilino, invasor do meu direito
fez bater forte meu peito
e tornou-se ilusão
tão senhor do que eu vivi
e de tudo que eu senti
já era dele meu coração.

Mariana Gouveia

Projeto Fotográfico 6 on 6 · Scenarium Livros Artesanais

Projeto Fotográfico 6 on 6 – Por onde andei?

Meu endereço sou eu
O máximo que faço
é abrir e fechar janelas
para o mundo!
Silvana Conterno

Andei por aí, nas manhãs do meu lugar onde o céu já acontece em seu esplendor logo cedo e a vida começa na rua de cima. É logo ali, que é a saída para o mundo.

E como se fosse um alquimista, o sol se derrama sobre a cidade e alaranja tudo que ele toca. Minha cidade parece feita de papel pintado pelas mãos de um artista que desenha as casas e seus telhados feitos de sonhos.

Andei por chãos onde a fórmula mágica das flores desenham tapetes coloridos nas ruas do meu lugar e a chuva antecede a primavera na essência da poesia.

Se perguntarem por mim, digam que voei.
Alice Vieira

Ah, e andei sobre as nuvens, colhi palavras, letras e abraços… E andei por calçadas com o amor do lado e o riso de cumplicidade na alma.

Voei e pousei na Casa Laranja, nos abraços e distribuí sonhos em forma de livro.

E colhi afetos dentro do mundo Plural onde sou essa caminhante andante por aí.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Plural Editora

Participam desse projeto:
Darlene Regina — Isabelle Brum — 
Lunna Guedes — Obdulio Nunes Ortega

Alice - Uma Voz nas Pedras

Alice – Uma voz nas pedras

“Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho”.
António Ramos Rosa

 

Comecei a enveredar pela história de Alice logo de manhã. O sol ardia fora do horário de verão e preparei meu café e omelete e me despi diante da história.

Alice foi se desenrolando diante de meus olhos e me lembrei de todas as Alices que cruzaram/cruzam meus caminhos diariamente. À quantas estendi a mão? Quantas eu direcionei portas abertas e aconcheguei em abraços? Quis eu ser aconchego de muitas e quantas não se apresentaram ali com mãos estendidas querendo ou negando o abraço.

As horas foram passando e a escrita apaixonante de Lunna Guedes foi tomando conta de mim e olha só que luxo pude viver. Poucos leitores tem a escritora ao alcance das mãos quando a escrita fica densa e invade sua alma/pele ou seria o contrário e confesso que se tratando de Lunna nunca sei. Não parei mais até que o sol se escondeu e reagi ao sentimento que Alice encantou em mim. Não foi a escrita de Lunna que me tocou – isso, ela faz sempre – foi a história tão próxima e tão real diante da TV, das notícias e dos gritos que ouço para além dos muros na rua de cima. Não foram as histórias se misturando e todas as mulheres que vivem uma história igual ou parecida se transformando em Alices para mim… Foi a história de Lunna ganhando dimensão de voz diante de sua escrita.

Lunna me iluminou em sua Lua de Papel e me verteu de cores em Vermelho por Dentro. Nos Meus Naufrágios delirei… mas Alice, Uma Voz nas Pedras me deixou sem cor e cheguei a me perguntar: o que você está fazendo aí, que não faz nada para mudar as histórias que você conhece?
Captei os sentimentos e não me sai da cabeça a mulher que vive uma relação abusiva e ainda se acha culpada de tudo. Alguém aí se identifica?

Lunna nos leva por caminhos que são tão conhecidos, tão reais que chega a doer e emocionar. Confesso que estou sem ar… Eu, que sempre estive de mãos abertas e braços prontos para abraços e acolhidas me vejo parada, de olho no céu, buscando palavras para aconchego para uma Alice que mora ali, na rua de cima e lá vou eu…

E fui lá, de alma lavada e de coração armado para carregá-la para além dos muros que a prende. De pedra na mão direcionei um caminho e ela dorme na cama do quarto ao lado e tenho certeza de que saberá amanhã escolher outro caminho.

Mariana Gouveia
Projeto Artesanal Alice, uma voz nas pedras de Lunna Guedes.
Solicite o seu exemplar através do WhatsApp 11 9-91341745

Lunna Guedes · Portas Abertas - Codinome Lucidez · Scenarium Livros Artesanais

Carta à Maria

rasga todos os mapas, as cartas marítimas e geográficas
esquece os caminhos que não são teus
cartografa apenas as ruas da tua infância e a tua aldeia  
guarda no peito a trilha
das saúvas vermelhas
e das lagartas de fogo da tua alma
e segue
no rastro dos caracóis dos muros que vieram ao chão
viaja, se possível, navega — voa!
Nydia Bonetti

 

 

Querida Maria,

 

É verdade que você se transformou. E se eu fosse detalhar resiliência, seria teu nome que estamparia nas camisetas que usaria todos os dias.
Lute como uma garota! – eu diria – e não seja normal – as pessoas normais são chatas e sem histórias.

Quando me deu sua história, era um dia chuvoso e as palavras se uniam em tom de desabafo e você, ali aos meus olhos nua e crua. Resiliente e aspirante no modo amar. O medo em cada gesto e um desejo absurdo de falar.

Você me usou para ser voz e ao mesmo tempo me silenciei e dei voz a você. Fui seus passos aqui do lado de fora e testemunha do amor que foi plantado e que virou esse romance que traduzo nos gestos de quem ama o amor.

Hoje, Maria, você ganha ares de vencedora e coloca um ponto final naquela história que dói e recomeça a contar seus momentos a partir do belo, da casa com quintal, dos chás de cidreira e noites de amor.

Talvez você se encante por essa nova vida. Talvez você se inquiete com alguns momentos, mas o que posso garantir que tudo se trata do destino.

E do destino, você não tem como fugir.

Mariana Gouveia
O lançamento de Portas Abertas – Codinome Lucidez,será no dia 30 de novembro, às 19 horas na  Casa Laranja… em São Paulo.

Divã

Divã

Essa sou eu,
mas, às vezes, uma confusão bate e vou na janela.
Pergunto se posso tirar os sapatos. Mostrar quem sou de fato.
Tiro as roupas também? – pergunto –
Nua me mostro no espelho e o reflexo que vejo é ela.
Sempre ali. Cara sobreposta na minha. Olhosdelameninadosolhoseu.
É típica de tempestade interna essa indecisão/procura.
O espelho nunca te mostra onde é você mesma.
O reflexo me vende olheiras. Vazio branco oco por dentro.
Desatino.
Saio com riso de louca no olhar. Quebro o espelho.
Mais sete anos de sorte.
Tem consulta hoje?

Mariana Gouveia
*Imagem: Nan Goldin

Projeto Fotográfico 6 on 6 · Scenarium Livros Artesanais

Projeto Fotográfico 6 on 6 — Serendipity

Quando esse tema chegou até a mim, fiquei a imaginar quais seriam os instantes que eu colocaria nas palavras.
O acaso vive me trazendo momentos quase que diários onde meu suspiro vai de encontro ao inesperado.

                                                                                                   ” O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar”
Titãs


Logo nas primeiras horas da manhã, a sorte me chama no amor do pássaro de todo dia que o acaso traz para meu quintal. Chiquinho é a emoção diante do inesperado gesto de pousar em meus dedos… ou sobrevoar meu pescoço em busca do afago nas asas. É como se um elo entre a natureza fizesse o sopro do acaso em minha vida.

Na rua de cima, me deparo com a leveza do ipê, como se beijasse a rua e as calçadas – e ainda nem é tempo deles se despertarem para as flores – que tem no mês de agosto sua florada magistral. Mas quem disse que o acaso não pode ser vivido dentro da rotina?
A extensão da rua, logo depois da casa da esquina, a pétala que cai, o cão que late a espera do meu bom dia – ou do biscoito que trago todo dia para ele – e meu afago em sua cabeça é sinal de confiança.

As múltiplas opções que o acaso me desenha vai desde uma árvore quase morta cheia de pássaros em meio a um trânsito caótico e o dia fechando as portas rumo ao poente e um coração de pedra, com as cicatrizes que a natureza causou logo acima da rua do meio.

O cheiro da garoa – que mais parecia uma chuva fina – caindo sobre a grama me trouxe a serenidade para além dos dias tumultuados e dentro da palavra serendipity, uma visita acalentou o dia.

E como se não bastasse um pouso, a vida de asas faz festas no focinho de quem sempre tem olho mágico diante da vida. Tudo é tão cheio de singularidades que a melodia do vento faz jus à sinfonia do silêncio que impera na alma.

Como Pasteur disse: “O acaso favorece apenas a mente preparada“. Mas para absorver as felizes descobertas ao longo dos dias, devemos ter o entendimento de aceitar o inesperado e reinterpretá-lo com o coração.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Editora Scenarium Plural – 2019
Participam também desse projeto: Lunna Guedes– Obdúlio Ortega Maria Vitória

Corredores, Codinome Locura

Revolucionária

Ph: Brooke Shaden

Não se pode falar de livro da infância… ela arriscou. apedrejam-na.
Ainda assim, ela não se contem, 
quer construir uma cidade usando a força de homens que saibam assentar tijolos – untar formas de bolo com delicadeza é um acessório à parte. Sonha com Macunaíma, grita preguiça na esquina. Cria revoluções – micros, macros Transversa, leva a vida na flauta. Em época de consumo se constipa só para não usar as moedas guardadas em porquinhos com coração. Ah, esse jeito de usar o batom, tão dela que esforça para esconder seu estado legítimo de Órion. Traz dentro da bolsa um cisco, que usa quando a lonjura bate nos centímetros da distancia de casa. Adora artes. Sente falta da escola, mas estuda nos mapas as cores de um estado que fica ocre no mapa. Vai entender, essa moça. Nunca lê as bulas! Nunca lê! Extraterrestre! Extraordinária!
Mas, revolucionária.

Mariana Gouveia

Cadeados Abertos · Scenarium Livros Artesanais

Projeto Fotográfico 6 on 6 – — meus livros!

nenhum abismo me cabe
nessa hora, eu voo

Mariana Gouveia

Ter um livro publicado era o sonho de criança. Quando em 2015 a Editora Scenarium Plural me fez o convite, a emoção tomou conta de mim e veio a parte mais difícil que era escolher entre infinitos poemas apenas 50 deles para fazer parte do livro. O livro fazia parte da Série Exemplos e coube a Lunna – minha editora preferida – a fazer a seleção. Desde então, O Lado de Dentro se tornou o filho do qual cuido com carinho.

Em Diário das Quatro Estações – Cadeados Abertos fui fiel ao meu estilo de vida.  Era como me desnudar diante de quem lia:

preciso sobreviver ao encanto
que teus olhos me apresentam em miudezas e rotinas
Dou-te os sentidos plenos no toque
das palavras, invento recantos onde seu amor me ampara
Para isso, basta sentir-me tua.
Adivinho que você nasceu em algum canto do mundo. E os séculos nos pertencem.

Mariana Gouveia – Cadeados Abertos – Diário das Quatro Estações
23, Outubro Pág. 93

Os dias foram acontecendo dentro da minha rotina. Entre o trabalho e as previsões, a lucidez das horas e a saudade o diário foi criando vida. O horóscopo trazendo opções de escolha e a bênção do pai a dirigir sentimentos. Assim, o diário foi visto pelos olhos do amor. Um convite e ele virou um livro. Um livro onde dedico alegria, esperança, momentos lindos e uma história rica de amor. Em alguns dias, uma palavra bastava. Em outras, vivi todas as estações e ainda assim, era náufraga de um mar que não conheço e de um rio onde bebo na fonte.

Entre um livro e outro aconteceram outros projetos onde fui acolhida dentro do amor e da pluralidade e me vi pecadora em Sete Pecados. Na delicadeza do fluir, dentro de um conjunto Plural fui liberta e Coletiva.

Mas, em fases de Lua, me transformei juntamente com seis mulheres em Sete Luas. Um trabalho lindo, delicado, minucioso e generoso com as autoras. Serei suspeita se dizer que foi o mais lindo dos trabalhos… Serei suspeita se dizer que nos transformamos em lunação.

Depois de luas, diários e Plural ganhei a dor e a leveza em Corredores. Foi o que me fez chorar e eu vivi a história na pele e na dor de alguém. Mas, também vivi a liberdade e a alegria de ser mão ao toque e te convido a passear pelas páginas deles.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Editora Scenarium Plural – 2019
Participam também desse projeto: Lunna Guedes– Obdúlio Ortega

Meus Livros · Projeto Fotográfico 6 on 6 · Revista Plural

Projeto Fotográfico 6 on 6 — minhas noites!

Eu gosto muito das horas despretensiosas. A beleza mora nelas.
Joakim Antonio
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Confesso que minhas noites são feitas de silêncios. Ou de monólogos intensos pelo quintal. Quando o sol se prepara para a troca com a lua, minha cidade – que dia 8/04 completa 300 anos – se transforma em silhuetas através das janelas do ônibus. Aspiro ali, o lugar de fé, também o prédio mais alto da cidade e a respiração acalenta nas sombras o que foi o dia.

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E dependendo da fase, lá vem ela dominar o decanato e ascendente. Cada tempo tem sua necessidade e ela em sua fase de cheia invoca os deuses e faz o cabelo engrossar e mais uma vez, nessas noites eu relembro as lições do pai.

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No meu quintal, nas minhas noites, às vezes, a lenda acontece na caixa velha de eternit e o eco se renova perto do pé de vento. Era ali que as histórias eram contadas e é ali que minhas noites são feitas de sopros. O calor, quase sempre, é asfixiante e bem embaixo do pé de ipê o cogumelo arrebenta e a frescura toma conta da alma. É onde aconteço dentro de minha história.

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Há noites em que ela surge em vírgula e me vejo lunar nas minhas noites. Chamo um nome, lembro do uivo, refaço rituais que aprendi quando criança e sou pura fascinação. O céu ganha minha atenção e conto histórias que nuca esqueci.

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Nas histórias, o que me envolve é a lua – e na ausência dela minhas noites ficam ocas, vazias – e o céu é meu templo. Realinho os mantras e faço orações para o universo em todas as fases de lua e de quebra, ainda ganho estrelas.

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E para finalizar, sou colo do pássaro de todo dia que em minhas noites é aconchego para além da alma. Ali, no varal, pouco antes de deitar ele vem em oferta de carinho e poesia.

Sou quase extensão de histórias que se aninham entre si e fazem de mim o que sou hoje: uma insone nas noites sem lua. E como diz um dos meus poetas queridos Joaquim Antônio: “Eu gosto muito das horas despretensiosas. A beleza mora nelas”.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Editora Scenarium Plural – 2019 Participam também desse projeto: Lunna Guedes Obdúlio Ortega Maria Vitória

Lunna Guedes

Post Coletivo – 8 curiosidades sobre a minha vida literária

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Nos últimos anos me tornei singularmente Plural e minha vida literária ficou mais rica  e me vi rodeada de autores contemporâneos com uma escrita deliciosa.

Confesso que fiquei indecisa ao escrever esse post coletivo porque poderia dizer de  diversas maneiras sobre as 8 curiosidades sobre minha vida literária e poderiam se somar e multiplicar e se tornar mais de uma lista.

Desde pequena fui embalada por livros e histórias que minha mãe contava. Lia de tudo. De bula de remédio – que tinha as letras miúdas e minha mãe não enxergava bem – até os jornais que embalavam as compras do mês e que trazia novidades da cidade.

A lista que segue não é definitiva e se for escrever sobre isso de novo, pode ser que não mude nada ou mude algumas coisas. Então, aí estão as 8 curiosidades – nem tanto, para quem me conhece – sobre minha vida literária:

1 — Nunca li e sei que não irei ler:

O cemitério de Praga de Umberto Eco. Juro que até tentei. O livro ficou ali na parte da frente da estante como um convite e não passei da primeira página. Desisti. Esqueci em algum banco de praça de propósito.

2 — Não sinto vontade alguma de ler:

Harry Potter e seus tantos títulos e nomes que nem me recordo agora. Me perdoem os que gostam. Confesso que os livros estão ali, no guarda – roupa do filho e a cada faxina fico pensando se esqueço – os em algum banco ou se pergunto ao filho – que está longe – de quem são para devolvê-los.

3 — Uma indicação recorrente: Lua de Papel. Lua de Papel me levou para a lua. Li e virei lunar. Mergulhei na história e depois disso, toda vez que olho para a lua é de Lua de Papel que me lembro e viajo novamente pelas palavras. Me vejo dentro da história a espiar os movimentos. Aspiro cada página como meu. Sempre dá vontade de ler de novo e quando acontece isso, parece ser sempre a primeira vez. A trilogia me alcançou em grau maior no papel de Alexandra. Lunna Guedes agarrou mio cuore com seu Lua de Papel I, II e III.

4 — Último livro que li:

As Violetas de Março foi mais um dos livros que me conquistou nos primeiros parágrafos por conta da narrativa da autora. Em uma das feiras de livros que um shopping faz aqui a capa me chamou atenção e o cheiro do livro me ganhou. Minha conexão foi imediata por logo ter sentido as emoções em cada palavra escrita por Sarah Jio. Li em quatro dias.

5 — Leria de novo e de novo e de novo:

Lua de papel…. e já emprestei dezenas de vezes os três livros para amigos. Já li e reli infinitas vezes e sempre arrepia a alma e a pele.

6 — Autores que chegaram e ficaram na pele-alma-memória:

Manoel de Barros, Lunna Guedes, Raquel Serejo Martins, Aden Leonardo, Elizabeth Bishop, Manuel A. Domingos, Ana Hartley, Mia Couto e dezenas de outros que me tocaram a alma.

7 — Todo mundo gosta menos eu:

Paulo Coelho. Tirando O Alquimista – que foi uma leitura conjunta com meu filho ainda pequeno, para um trabalho escolar – não consegui ler mais nenhum livro dele.

8 — Uma indicação que me surpreendeu:
Raquel Serejo Martins – Aves de Incêndio foi um presente desde a capa laranja e a poesia encantadora de Raquel a desvendar a asas e a alma.

Agora, abro um espaço para as levezas da vida e se a pergunta for o livro que me marcou… me desenho em Sete Luas. Pela Editora Scenarium Plural onde sete autoras se desnudam nas sete fases da lua.  Um luxo! Recomendo e recomendo.

Sei que gosto cada um tem o seu e como tudo é renovável nessa terra não deixe que minha ideia te atinja. Se você gosta de chá, café, cerveja ou apenas água, o que importa é que brindemos a vida.

Mariana Gouveia
Projeto Coletivo – Scenarium Plural