Quando esse tema chegou até a mim, fiquei a imaginar quais seriam os instantes que eu colocaria nas palavras.
O acaso vive me trazendo momentos quase que diários onde meu suspiro vai de encontro ao inesperado.
” O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar”
Titãs
Logo nas primeiras horas da manhã, a sorte me chama no amor do pássaro de todo dia que o acaso traz para meu quintal. Chiquinho é a emoção diante do inesperado gesto de pousar em meus dedos… ou sobrevoar meu pescoço em busca do afago nas asas. É como se um elo entre a natureza fizesse o sopro do acaso em minha vida.
Na rua de cima, me deparo com a leveza do ipê, como se beijasse a rua e as calçadas – e ainda nem é tempo deles se despertarem para as flores – que tem no mês de agosto sua florada magistral. Mas quem disse que o acaso não pode ser vivido dentro da rotina?
A extensão da rua, logo depois da casa da esquina, a pétala que cai, o cão que late a espera do meu bom dia – ou do biscoito que trago todo dia para ele – e meu afago em sua cabeça é sinal de confiança.
As múltiplas opções que o acaso me desenha vai desde uma árvore quase morta cheia de pássaros em meio a um trânsito caótico e o dia fechando as portas rumo ao poente e um coração de pedra, com as cicatrizes que a natureza causou logo acima da rua do meio.
O cheiro da garoa – que mais parecia uma chuva fina – caindo sobre a grama me trouxe a serenidade para além dos dias tumultuados e dentro da palavra serendipity, uma visita acalentou o dia.
E como se não bastasse um pouso, a vida de asas faz festas no focinho de quem sempre tem olho mágico diante da vida. Tudo é tão cheio de singularidades que a melodia do vento faz jus à sinfonia do silêncio que impera na alma.
Como Pasteur disse: “O acaso favorece apenas a mente preparada“. Mas para absorver as felizes descobertas ao longo dos dias, devemos ter o entendimento de aceitar o inesperado e reinterpretá-lo com o coração.
Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Editora Scenarium Plural – 2019
Participam também desse projeto: Lunna Guedes– Obdúlio Ortega Maria Vitória






A Terra continua Resplandecente
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Sempre será! Obrigada!
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Estou vendo neste momento o filme de Petra Costa Democracia em vertigem e não pude deixar de partilhar esse momento contigo, acredito enquanto estou assistindo ao magistral documentário que a liberdade do Brasil não morre não morreu nem morrerá jamais , o povo saberá reconquistar o que é seu por direito, a expressão desse povo sempre foi rica e o sorriso com que me identifico na escrita e na fala só podem ter origem na vossa magnifica forma de encarar a vida e de viver sem rédeas nem correntes nos pulsos, Viva brasil
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Eu não vi o filme, mas acompanhei no dia a dia, Jorge… A liberdade do Brasil está em risco e um risco sério…Eu espero que a gente consiga reverter tudo isso que está acontecendo.
Agradeço seu apoio e sua mão estendida! Abraço
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Olhar preparado, coração aberto às emoções, mente livre e apta para construir a conexão entre as realidades da ação e da imagem. Belo, Mariana!
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Grata, moço! Abraço
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