Alice - Uma Voz nas Pedras · Lunna Guedes · Meus Livros · Projeto Fotográfico 6 on 6 · Scenarium Livros Artesanais

6 on 6 – cult coffee and books

Quando surgiu o tema do projeto fotográfico 6 on 6 lembrei-me dos rituais de sempre… aqui, para acompanhar a leitura de um livro a companhia da xícara de café é sagrada.

Confesso que devido à cirurgia nos olhos – quase recuperada – e a alguns problemas de saúde o prazer de pegar um livro e ler tem sido bem pouco, ou quase nada. Minha lista de livros só aumenta e retomo essa atividade nos fins de tarde, sempre com minha xícara de café e um lanchinho.

O meu café é mais forte, e claro que aproveito para saborear alguns textos que amo…

Ou para relembrar momentos que me emocionaram…

esses momentos servem para reviver histórias que tocaram meu coração e por consequência…

dão sabor inigualável em uma tarde chuvosa… aceita uma xícara aí?

Mariana Gouveia
Projeto Fotográfico 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo: Lunna Guedes, Claudia Leonardi – Obdulio Nuñes Ortega
Roseli Pedroso – Silvana Lopes

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6 on 6 – Viagem literária

Para Mariana
Eu gosto de dizer que construo para olhares alheios, no caso, o seu – habitar! Gosto de pensar que. de palavra em palavra, eu vou me desfazendo de mim para que uma vez, em estado de abandono, você me encontre! E me leve com você…
Eu poderia lhe dizer: “divirta-se”, mas prefiro dizer: “embriague-se”, porque combina com café… essa realidade tão minha.

Lunna

Bambina mia,

Como se tornou rotina, uso o 6 on 6 para te escrever e como hoje você nos convidou para uma viagem literária, nada mais bonito do que embarcar com você nessa locomotiva que é a sua escrita. A dedicatória acima, que abre o post, já está borrada, amarelada pelo tempo, sinal de uma chuva que tomei e o Lua de Papel em mãos sofreu o dano.

Lua de Papel me arrebatou – você sabe e me vi tantas vezes em Alexandra – e já disse isso em uma outra missiva ou texto. Não me lembro bem agora. Teve momentos que eu quis sacudir Alexandra e tirá-la do lugar comum…Também já tive momentos em que quis pegar Raissa e acolhê-la em um abraço. Mas foi isso que você fez com seus leitores. Nos abraçou nos três livros Lua de Papel em uma história emocionante e instigante.

Já Vermelho por Dentro, foi como um pulsar do cuore entre um trovão e outro. Viajei literalmente pelas ruas de Paris e entrei de vez dentro do casarão e o vermelho que já me habitava intensificou alma adentro. Quem mais conseguiria me levar tão fundo em uma cor tão minha? Anne me levou pelo cenário da fotografia e também veio a vontade do abraço em alguns momentos. A sensação de estar ali, entre os personagens me fez sentir em uma viagem em 3d.

Sabe, bambina, Alice reverbera em minhas memórias tantas. Nas leituras compartilhadas com as meninas que acolho e que passam/passaram por coisas que Alice viveu. Alice é um soco no estômago. Um alerta vivo do tempo que vivemos. Conheço tantas Alices e sou grata porque seu livro me ajudou tanto, em tantos momentos. Já abracei tantas Alices e ao fazer isso, senti que abracei a personagem principal de sua história.

Para mim, o presente é para sempre

Septum é um presente e só dele caberiam tantas fotos. Mais do que o projeto comporta, já que só posso postar seis fotos e com meu protesto, viu? Gosto das histórias que entrelaçam nas minhas. Acompanho sempre o guarda da estação. Fui sua companheira em alguns momentos do livro. Ri na parte em que se sentiu uma personagem francesa. Guardei suas memórias como semente e dentro de todas as estações te abraço.

entre aspas


E por falar em Diário das Quatro Estações eu suspirei muito durante a leitura de Aos Sábados… segui sua receita – sem medida – como de costume, para o melhor lugar onde te acolho sempre: o mio cuore. É nele, que guardei as folhas pra dar-te. Não diria que dentre os seus livros seja meu preferido. É aquele que embalo, como se pudesse com isso fazer parte da sua história passada.

fecha aspas

E chego a última foto, bambina mia, ainda em voltas com os diários. Reticências foi o primeiro, mas foi o último seu que li. Foi a leitura que me levou pela mão, como se eu já soubesse de tudo que estava escrito, de tanto ouvir falar. Tenho as duas versões, o que me dá o privilégio de saborear as duas formas da sua escrita. Mas deixo aqui registrado nessa viagem que ficaram alguns de fora: Catarina voltou a escrever e Meus Naufrágios, além do “não livro” Profissão: escritora, que devia ser lido por todos que escrevem.

Embarquei com você nessa viagem ouvindo Leon, com uma xícara fumegante de café. Te levo comigo sempre. É quando me embriago, como foi dito na primeira dedicatória feita para mim. Dentro de sua realidade e personagens.

Grazie Mille!
Amo tu, tu, tu imenso.
Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes –Claudia Leonardi – Obdulio Nuñes Ortega
Roseli Pedroso – Silvana

Alice - Uma Voz nas Pedras · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Um livro escrito por uma mulher na sua prateleira

Confesso que olhando minha estante me deparei praticamente somente com livros escritos por mulheres, com quatro exceções apenas. E juro que não foi proposital.

Os livros que vou adquirindo/ganhando/emprestando ao longo dos dias por coincidência, são a maioria escrito por mulheres. Foi uma grata surpresa!

Entre eles, Alice, uma voz nas pedras, de Lunna Guedes. A escrita de Lunna me encanta desde o blog Catarina voltou a escrever e me abraçou por inteiro em Lua de Papel I, II e III. Sou apaixonada pela história de Alexandra e Raissa e seus personagens encantadores.

Lunna me iluminou em sua Lua de Papel e me verteu de cores em Vermelho por Dentro. Nos Meus Naufrágios delirei… mas Alice, Uma Voz nas Pedras me deixou sem cor e cheguei a me perguntar: o que você está fazendo aí, que não faz nada para mudar as histórias que você conhece?
Captei os sentimentos e não me sai da cabeça a mulher que vive uma relação abusiva e ainda se acha culpada de tudo. Alguém aí se identifica?

Lunna nos leva por caminhos que são tão conhecidos, tão reais que chega a doer e emocionar. Já li o livro três vezes, em situações diferentes e confesso que me dói a alma ver Alice em tantos rostos conhecidos. Se você se pergunta aí qual é o seu lugar no mundo, acho que está na hora de ler Alice, uma voz nas pedras.

Mariana Gouveia
Esse post faz parte da Maratona Literária do grupo Interative-se.
Participam desse projeto
Lunna Guedes, Obdúlio Ortega, Roseli Pedroso, Ale Helga, Isabelle Brum

Alice - Uma Voz nas Pedras · Das palavras das cartas · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Alice, entre voz e o oceano…

Bambina mia,

Sabe, bambina, a primeira vez que li Alice aconteceu em um sem fôlego. As palavras me dominaram e foi como se bebesse de um gole só todo café da xícara e depois, vem a sensação de que preciso levantar, ir até a máquina preparar mais uma xícara e daí, então, beber pausadamente. Foi assim com Alice. Mas eu não estava só e preciso te falar de Ana.

Ana, é o meu mundo além mar. Falamos de poesia, de trabalhos, de sonhos, de amores, de desejos e de livros. Alice surgiu em nossas conversas e resolvi ler Alice com Ana, através de um aplicativo de vídeo de uma rede sociais.

Em seu horário de almoço ou nas horas vagas, contornando o fuso horário, com Alice em mãos a gente falava de coisas sobre sua escrita. Da maneira que você envolve a gente em uma história e Ana tornou -se minha companhia diária das 10:00 às 10:30 na missão de desvendar um livro para alguém que também é apaixonada por literatura.

Dessa forma, bambina, Alice chegou mais densa para mim e desenhávamos juntas as Alices que a gente conhece nos quatro cantos de lugares diferentes além mar ou aqui. Já não era uma história minha, com a xícara vazia de café… Alice se transformou nos prazeres das conversas entre o bule na mesa e as xícaras com seus pires com corações talhados, além do bolo de fubá, de laranja e a receita trocada no fim de cada capítulo.

Chegamos ao fim do livro e a experiência da leitura, feita em companhia tão gentil, levei seu livro para o outro lado do oceano através de minha voz. A sensação é quase de orfandade. O ritual era algo preparado para através de uma tela de um celular ou notebook o saber/sabor do livro entendido, sentido e compartilhado.

Queria que soubesse disso em forma de carta, que é a forma que consigo dizer para além das palavras que sua escrita me envolve.

Grazie!
PS: Ah, e começamos Lua de Papel!

Mariana Gouveia
Projeto Artesanal Alice, uma voz nas pedras de Lunna Guedes.
Solicite o seu exemplar através do WhatsApp 11 9-91341745

Alice - Uma Voz nas Pedras

Alice – Uma voz nas pedras

“Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho”.
António Ramos Rosa

 

Comecei a enveredar pela história de Alice logo de manhã. O sol ardia fora do horário de verão e preparei meu café e omelete e me despi diante da história.

Alice foi se desenrolando diante de meus olhos e me lembrei de todas as Alices que cruzaram/cruzam meus caminhos diariamente. À quantas estendi a mão? Quantas eu direcionei portas abertas e aconcheguei em abraços? Quis eu ser aconchego de muitas e quantas não se apresentaram ali com mãos estendidas querendo ou negando o abraço.

As horas foram passando e a escrita apaixonante de Lunna Guedes foi tomando conta de mim e olha só que luxo pude viver. Poucos leitores tem a escritora ao alcance das mãos quando a escrita fica densa e invade sua alma/pele ou seria o contrário e confesso que se tratando de Lunna nunca sei. Não parei mais até que o sol se escondeu e reagi ao sentimento que Alice encantou em mim. Não foi a escrita de Lunna que me tocou – isso, ela faz sempre – foi a história tão próxima e tão real diante da TV, das notícias e dos gritos que ouço para além dos muros na rua de cima. Não foram as histórias se misturando e todas as mulheres que vivem uma história igual ou parecida se transformando em Alices para mim… Foi a história de Lunna ganhando dimensão de voz diante de sua escrita.

Lunna me iluminou em sua Lua de Papel e me verteu de cores em Vermelho por Dentro. Nos Meus Naufrágios delirei… mas Alice, Uma Voz nas Pedras me deixou sem cor e cheguei a me perguntar: o que você está fazendo aí, que não faz nada para mudar as histórias que você conhece?
Captei os sentimentos e não me sai da cabeça a mulher que vive uma relação abusiva e ainda se acha culpada de tudo. Alguém aí se identifica?

Lunna nos leva por caminhos que são tão conhecidos, tão reais que chega a doer e emocionar. Confesso que estou sem ar… Eu, que sempre estive de mãos abertas e braços prontos para abraços e acolhidas me vejo parada, de olho no céu, buscando palavras para aconchego para uma Alice que mora ali, na rua de cima e lá vou eu…

E fui lá, de alma lavada e de coração armado para carregá-la para além dos muros que a prende. De pedra na mão direcionei um caminho e ela dorme na cama do quarto ao lado e tenho certeza de que saberá amanhã escolher outro caminho.

Mariana Gouveia
Projeto Artesanal Alice, uma voz nas pedras de Lunna Guedes.
Solicite o seu exemplar através do WhatsApp 11 9-91341745