Fiquei pensando no título que você me enviou e percebi que de azul mesmo por aqui, hoje, só teve mesmo o azul do vaso de hortênsias. Lembrei-me de você e da carta que escrevi para Baudelaire – desafio feito por você.
Foi em um abril qualquer no qual falei sobre como o poeta foi proibido para mim por algum tempo pela minha mãe que sempre o ligava ao mal.
O que passou depois que expliquei a tal “maldade” que ela recusava a saber-falar-pensar como se isso fosse trespassável pelas agruras que nos atingiam. Ela entendeu que nada do que falávamos tinha o poder de agir sobre nossas vidas, a menos que a gente deixasse, e pude então ler o poeta sem culpa.
Pensar que ele levou 27 anos para finalizar sua obra mais conhecida e respondendo sua pergunta: acho que não. Acho que os autores atuais são do tempo da urgência, do agora, dos likes, dos acessos. Achei incrível a disciplina dele em esperar esse tempo todo para ver o livro pronto. Na carta, eu o convidava para um café e contei a ele sobre amores, partidas e saudades. Talvez, hoje, eu mudaria a temática das linhas.
Aqui chove mansamente, o frio aumenta à medida que a noite avança. Confesso que já penso em cobertor e aconchego, mas antes, vou ali fazer uma sopa de carne com batatas. Aceita?
Mariana Gouveia

Adoro hortênsias. Esta semana as jarras de minha casa estão adoráveis com elas. Foram-me oferecidas pela dona de um campo que as tem de todas as cores. São maravilhosas.
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Hortênsias são lindas! Adoro as azuis. Tenho elas plantadas no meu quintal. Grata pela visita e comentário. Seja bem vinda sempre!
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