Em alguns momentos,
quando o corpo tem planos,
a mente desenha os instantes automaticamente.
A pele apenas obedece aos instintos.
O detalhe é tão somente o desejo.
As linhas do corpo, traçadas na leveza das mãos,
quase como quem pede o toque.
Suspira.
Sussurra.
O eco da brisa lá fora
faz o silêncio se expandir em farfalhar de mãos e gestos.
O sabor que sacia o querer.
O corpo nu, a carícia,
e a pele que se mistura às delicadezas do sentir.
É como invadir lugares secretos,
nunca antes explorados.
A rota feita nas memórias dos dedos,
onde o prazer arde e suaviza os anseios.
As mãos sendo as guias
entre o cheiro e o tato.
Os olhos buscando lembranças das cerejeiras
que um dia banharam seu corpo de flor,
fazendo dele um itinerário de jardim.
A beleza das coisas,
os pormenores no gesto,
e a vontade se faz.
Os desejos nas pontas dos dedos
evocando o gesto puro do prazer…
Mariana Gouveia

Tanta delicadeza!
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Grata, minha flor! Abraço carinhoso.
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