Das palavras das cartas · Lunna Guedes · Projeto Fotográfico 6 on 6 · Scenarium Livros Artesanais

Projeto Fotográfico 6 on 6 – Olhares invisíveis.

Quando olhou não viu nada
o instante é tão rápido e invisível com os olhos famintos de ver apenas o que é visível
Mas, o coração enxergou o vento, a asa, o gesto
coisas que são invisíveis apenas para o olho da alma.
Mariana Gouveia

Bambina mia,

Era quase manhã quando vi a névoa no meu quintal. O vento gemia nas folhas do pé de ipê e de tão acostumada com os pássaros no bebedouro de Chiquinho que nem percebi que as asas que ali batiam, e tentavam pousar no néctar açucarado era de uma farfalla – como você diz. O instante invisível durou apenas um segundo entre o voo, o pouso e outro voo telhado acima.

E foi no telhado que as misturas do ocre das telhas e da madeiras que um pequeno piado me chama a atenção. Logo eu que vasculho as coisas do lugar à espreita de instantes não havia percebido o pequeno ninho quase entre a porta da cozinha e a varanda. O lugar quase imperfeito para o nascimento de aves, mas que a mamãe sabiá laranjeira sabe melhor onde se sente segura. Logo teremos bebês sabiazinhos por aqui.

E por falar em pássaros, as coisas invisíveis acontecem a todo instante quando olho foge do que é natural. O trinca-ferro é um pássaro novo aqui no meu lugar. Já havia visto ele de relance, comendo as sementes do ipê. Mas, arisco, não me deixou fotografar… e eis que o pego “roubando” as jurubebas. O riso veio em seguida ao flash. Agora, já posso dizer que ele é mais um dos que moram aqui.

E de repente, a sensação inquietante de assistir o que é belo quando a poesia faz visitas no meu quintal, o olho não vê o casulo ser quebrado… ele apenas enxerga o instante mágico onde a vida é celebrada com o voo. A metamorfose aconteceu ali, mas o olho invisível conseguiu apenas presenciar depois do acontecido. A rotina silenciosa da manhã e a presença invisível (mas profundamente sentida) do milagre que é viver.

Sabe, bambina, às vezes, o olho tão acostumado ao comum não consegue captar o extraordinário, ou até consegue, mas encontrar o extraordinário não é comum e passa basicamente igual ao que vemos todos os dias. O voo de uma borboleta em busca de vento logo depois de nascer me faz ficar em silêncio. Ela segue seu rumo de casa e eu apenas murmuro um agradecimento ao universo. A iminência do desabrochar já aconteceu invisível aos olhos apressados, esperando o momento exato para se oferecer em luz.

Sempre registrei o cotidiano e também me encanto diariamente com instantes fugazes que acontecem neste quadrante do meu muro. Também escrevo cartas que muitas vezes embolo, não envio ou seguem seu destino em envelopes coloridos. Quando recebi o tema do mês pensei em infinitas possibilidades. O invisível aqui acontece a todo momento. Seja em uma fresta de luz dourada rasgando o cinza, num dia frio, seja na a luz do sol batendo na parede da cozinha, refletindo no chão da varanda ou iluminando a silhueta das plantas do quintal. Ou em uma missiva escrita pelo universo pleno de saberes.

Consegue traduzir o cabeçalho? Talvez fale apenas o que só é visível por dentro do tuo cuore.
Grazie por tanto e tudo!

Mariana Gouveia
Projeto Fotográfcio 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto:
Claudia Leonardi – Lunna Guedes Obdulio Nunes Ortega – Silvana Lopes



Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Anéis de Saturno e armaduras escuras

Desde menina eu ouço a Rita. Com suas músicas, ela fez a trilha sonora de tantos momentos importantes que vivi. Através de um velho Motor Rádio, entre o meio-dia e as dezesseis horas, eu acompanhava a programação da Rádio Globo lá pelo final dos anos setenta; ouvia-a fora da zona da música sertaneja de raiz que toda a minha família gostava.

Rita me colocava em um lugar de mundo fora daquela pequena fazenda. O rock vibrava no rádio — prêmio por eu ter sido boa o suficiente nas notas da escola. Eu era a diferente no meio de minhas irmãs: a que se rebelava, a que não aceitava as imposições de uma família conservadora. Cortava os cabelos curtíssimos e grande parte dos meus irmãos me comparava a um menino. Vestia macacão, andava pelo mato e, segundo toda gente, parecia com a Elis Regina — outra diva.

Mais tarde, já na maioridade, pude pintar o cabelo de vermelho, o que durante muito tempo foi minha marca registrada. Na chegada à cidade grande, já trabalhando em uma emissora de rádio, pude explorar na discoteca física da empresa todas as canções dela, já que o rádio antigo só me permitia sintonizar algumas.

Passei a amar ainda mais a artista. Suas letras questionadoras e seu jeito camaleônico me fascinavam. Eu também não fui amiga íntima dela, mas me permiti alguns diálogos desaforados em pensamento, ou me emocionei com as entrevistas que via na TV. Com certeza, ela roubaria os anéis de Saturno e faria uma tremenda bagunça onde quer que estivesse. Seria sempre ela: a Rita.

As canções dela ainda fazem parte de minha trilha sonora por aqui e, quando o meu pensamento combina com o seu, só consigo pensar nesta música aqui.

Junho chegou ao fim… amanhã inicia-se um novo ciclo. Grazie por essa caminhada deliciosa nos dias de junho. Amo tu imenso!

Mariana Gouveia

Afetos · Das palavras das cartas · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

O sol ergue-se contra mim.

Bambina mia,

Desde pequena sou eu quem arrumo as camas. Imagine uma manhã em alvoroço no meio de seis irmãos. As tarefas eram divididas entre nós: enquanto sobrava para mim esticar os lençóis e colocar por cima deles as colchas de retalhos, para as minhas irmãs restavam os outros afazeres.

Sempre fui mui organizada. Logo ao me levantar, ajeito os lençóis e a colcha que vem por cima, e aqui também tenho a mesma alegria sua. O Yoshi se enfia embaixo do tecido e fica à espera do carinho. Quando eu tinha a Lolla, era igual, até o dia em que ela não conseguiu mais subir na cama.

De uns tempos para cá, o Yoshi se assusta ao ouvir o mover do móvel para o encaixe da colcha e corre para a porta da cozinha. Assim que a coloco no lugar e digo: “pronto!”, ele vem numa alegria que preenche o quarto com seu pulo na cama. Ali, ele fica à espreita de onde estou nos afazeres da casa, até perceber que terminei tudo e vou para a varanda. Aí, é o quintal que ganha seus pulos e farejar.

E C. tinha razão. Arrumar a cama é nos encaixar dentro do dia, caber nas horas e nos carinhos de nossos cães.

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Meus Livros · Scenarium Livros Artesanais

Em busca da manhã que se foi embora.

A manhã se foi faz tempo e, agora, uma tarde barulhenta acontece aqui fora. Trago comigo seu livro Vermelho por Dentro. Senti vontade de folhear e revisitar essa trama mais uma vez; quase a sei de cor, de tanto que a li.

Coloquei a canção para tocar e vivenciar esse momento é como ser levada pelas mãos para dentro das páginas e da cor. É como se Paris estivesse bem ali na esquina. Vou seguindo as personagens com a deliciosa sensação de um voyeur.

Gosto muito da trajetória de Eva e Deborah. Admiro a intensidade de Deborah, mas confesso que sou apaixonada por Anne. Talvez a paixão compartilhada pela fotografia tenha nos unido. Novamente me vi envolvida pelo enredo, com o frescor de quem lê tudo pela primeira vez.

[…]

Ele espera pelo último minuto e, com sua voz de menino-homem,
sussurra em seu ouvido:
— Passa o resto da sua vida comigo?
E nada mais teve importância.
A tarde caiu e o sol adormeceu no poente.

[…]

Depois disso, não é a manhã que eu busco, mas sim a permanência dessa sensação de déjà vu.

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Meu pensamento, ao acaso, vagando.

Minha mãe dizia que há algumas pessoas destinadas a nós. E que o universo sabe-as bem. Então, ele embaralha suas cartas, move as pedras e daí cruza as esquinas e faz com que as histórias se misturem. Dizem até que a probabilidade de duas pessoas se encontrarem e terem algo em comum é uma em duzentos mil... Conhecer alguém é uma em dois  milhões. Ficar próximo dessa pessoa, uma em vinte milhões… Chamá-la de amiga, uma em duzentos milhões

Chamá-la de sua, uma em dois bilhões e por último, encontrar sua alma gêmea é uma em seis bilhões…Nós duas quebramos algumas das probabilidades. Quebramos algumas barreiras e interligamos nossos quintais e lugares. A simbiose de uma ouvir uma música e a outra ouvir a mesma canção em outro ponto do mapa chama-se de sincronia.

Quando eu te encontrei através de uma missiva, vários fatos nos uniram e quando nos unimos num abraço os corpos souberam a magia de ter uma pessoa favorita sua num universo pleno de pessoas aleatórias. Rimos por bobagens e de coisas sérias, choramos em vídeos bobos e memórias trocadas, ficamos embriagadas pelo simples fato de um vagalume bater as asas aqui e muitas vezes, sem nem nos falarmos sabemos uma da outra. O silêncio muitas vezes, fala por nós. E nossos pássaros voam em desvios nos nossos quintais.

Eu a chamo de bambina mia, porque assim você o é. Você me chama de caríssima e isso soa tão caro em mim. É a minha lua em todas as fases e meu cuore batendo em outro corpo de uma maneira que só ternura e afeto podem descrever. E junto com as sementes e os pássaros do meu lugar. Você é meu passarim que vive na palma do meu coração.

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

A beleza do corpo é um dom sublime.

Ph: Tumblr

Em alguns momentos,
quando o corpo tem planos,
a mente desenha os instantes automaticamente.
A pele apenas obedece aos instintos.
O detalhe é tão somente o desejo.
As linhas do corpo, traçadas na leveza das mãos,
quase como quem pede o toque.
Suspira.
Sussurra.

O eco da brisa lá fora
faz o silêncio se expandir em farfalhar de mãos e gestos.
O sabor que sacia o querer.
O corpo nu, a carícia,
e a pele que se mistura às delicadezas do sentir.
É como invadir lugares secretos,
nunca antes explorados.
A rota feita nas memórias dos dedos,
onde o prazer arde e suaviza os anseios.

As mãos sendo as guias
entre o cheiro e o tato.
Os olhos buscando lembranças das cerejeiras
que um dia banharam seu corpo de flor,
fazendo dele um itinerário de jardim.
A beleza das coisas,
os pormenores no gesto,
e a vontade se faz.

Os desejos nas pontas dos dedos
evocando o gesto puro do prazer…

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Dissolve a inquietação no azul.

Fiquei pensando no título que você me enviou e percebi que de azul mesmo por aqui, hoje, só teve mesmo o azul do vaso de hortênsias. Lembrei-me de você e da carta que escrevi para Baudelaire – desafio feito por você.

Foi em um abril qualquer no qual falei sobre como o poeta foi proibido para mim por algum tempo pela minha mãe que sempre o ligava ao mal.

O que passou depois que expliquei a tal “maldade” que ela recusava a saber-falar-pensar como se isso fosse trespassável pelas agruras que nos atingiam. Ela entendeu que nada do que falávamos tinha o poder de agir sobre nossas vidas, a menos que a gente deixasse, e pude então ler o poeta sem culpa.

Pensar que ele levou 27 anos para finalizar sua obra mais conhecida e respondendo sua pergunta: acho que não. Acho que os autores atuais são do tempo da urgência, do agora, dos likes, dos acessos. Achei incrível a disciplina dele em esperar esse tempo todo para ver o livro pronto. Na carta, eu o convidava para um café e contei a ele sobre amores, partidas e saudades. Talvez, hoje, eu mudaria a temática das linhas.

Aqui chove mansamente, o frio aumenta à medida que a noite avança. Confesso que já penso em cobertor e aconchego, mas antes, vou ali fazer uma sopa de carne com batatas. Aceita?

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Sou eu — esta mulher que anda comigo

Bambina mia,

o dia de hoje antecede o dia frio que se aproxima. Aqui, já não predomina o céu azul e as nuvens de chuva – disse a moça do tempo – cobrem o céu todo. Já é possível sentir o vento mais frio do que o normal. É o inverno vindo contar suas histórias e me fazer reclusa mais uma vez. O alerta se repete há dias a mesma frase: alerta de frio intenso. Abaixamento de temperatura… só isso já me assusta. Sou da cidade do sol, você sabe.

O outono me enganou lá em fevereiro… o meu quintal tem inventado estações sobre outras. O ipê desfolhou-se inteirinho em fevereiro e o cheiro das folhas secas pela manhã me carrega para dentro de sua estação favorita. Culpada! E onde foram parar os dias de outono mesmo? Se perderam no calendário da folhinha da cozinha.

Não te falei que as estações se fazem aqui? As flores da lanterna chinesa se abriram e vários botões estão a nascer. A flor é ensolarada. Me encanta a maneira que as cores se misturam e se oferecem em luzes aos olhos de quem passa por aqui. E a palavra flor nos embala sempre nas manhãs, bambina.

Mas agora chove… uma chuva sem muito alarde, apenas acompanhada de um vento frio, assim como a moça do tempo falou. Uma ternura imensa me abraça enquanto leio sua missiva. Há dias em que o clima lá fora nos obriga a abrir os baús de dentro. É onde um respiro de afeto para aquecer os dias pulsa no cuore… Ontem mesmo me dediquei um tempo ao baú, onde guardo os envelopes coloridos e me perdi nas datas e estações que atravessamos. Pelo calendário dos homens, como você costuma falar, já são tantos anos. Pelo nosso calendário, a poesia se desmancha em dias, risos, afetos, meu passado e seu futuro e não ouso ultrapassar isso.

Amo tu imenso!
Bacio,
Mariana Gouveia

Afetos · Lua de Papel · Lunna Guedes · Meus Livros · Scenarium Livros Artesanais

Aflição de ser eu — e não ser outra…

Quando li Lua de Papel me encantei pela Alexandra. Talvez seja porque a reconheci em outra pessoa não tão simples como ela, nem nascida em Teodoro ou algo similar, mas com outro nome e outro sotaque que não o do interior. Porém, com as mesmas inseguranças e medos.

A conheci em um século passado, em um site de fotografia. Me encantei com as nuances arquitetônicas dela e ela se encantou pela natureza peculiar em minhas fotos. Depois foram as leituras que nos fez aproximarmos. Ela amava Pessoas e suas tantas pessoas e eu Cesariny e assim, a rua de cima se transformou em além mar. O oceano era logo ali. Com outro nome que não Alexandra, se desenhou em palavras que nunca seria porque temia o que o outro fosse pensar.

Dizia-se dona de seu destino, mas atrevia a ceder a decisão para a mãe e irmãs. Quando atravessou o oceano, quase a contragosto dos seus se apaixonou pelo meu lugar, mas estranhou a riqueza do simples. Era tudo tão exótico e natural. Saiu a fotografar meu mundo e se espantou com os dias felizes. Queria ditar regras, normas que ela mesma não seguia… se perdeu em um coração cheio de cicatrizes e exigiu um lugar que acabou perdendo. Queria café e sol. Chuva e o frio que nunca havia existido aqui.

Quando lia Alexandra me espantei com as escolhas que eu já sabia quais seriam antes mesmo de terminar o livro e já sabia que o final seria o mesmo que a insegurança a fazia normal, diferentemente das certezas que declamava de própria boca. Cobrou um amor que nunca deu, mesmo o achando o mais bonito do mundo e a culpa de nunca se encontrar foi colocada em mim, como uma vestimenta que incomoda e machuca.

Assim como surgiu, desapareceu, igual a uma personagem de livro que some quando fechamos o livro. Ficaram só as fotografias de um tempo que parece que nem aconteceu. Parece história de livro, contada depois apenas como memória e que só de vez em quando é lembrada quando limpamos a estante onde os livros dormem.

Mariana Gouveia

Afetos · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Em tudo… a cor e a vontade de ver além das distâncias…

Quando li seu texto as cenas de sua cozinha movimentaram minha mente e mais uma vez misturei minha história na sua. Minha bá deixava o caldeirão preto na trempe do fogão de lenha e ia pescar, catar ervas, colher folhas e frutos. Minha mãe ia para a horta buscar os legumes, temperos e na despensa pegava alguns dos defumados que ela mesma fazia, enquanto as panelas iam aquecendo. Já meu pai ia para além da porteira e voltava com os tubérculos… batatas, mandiocas, abóboras e cinco espigas de milho. Enquanto isso, alguém fazia o queijo ou o doce. Os tachos de cobre ferviam no fogão do barracão e nós lavávamos o que ia ficando sujo. Ouvia-se os risos das mulheres por causa da piada de algum engraçadinho e os aromas antecipavam os sabores.

Eu estive algumas vezes na sua cozinha e pude caminhar em sua rotina dos preparos e da leveza que isso acontecia na casa. Era o desenho, dentro de cômodos pequenos de uma dimensão do que se viveu. Aconteci com você na sua feira e pude comparar as escolhas de ingredientes… claro que é diferente das colheitas de minha mãe, mas é um esbarra de esquinas onde em tempos diferentes se escolhe algo com amor. Mas, também, seu texto me levou para a herança de quem ficaria com esses rituais, como se cada família vivesse esse tempo, esse rito.

Eu escolhi ser mãe e fui… de três. Mas, somente um sobreviveu e confesso que não terá essa herança de temperos, comidas feitas porque ele resolveu voar pelo mundo logo que cresceu e com exceção da farofa de cenoura feita por mim e do “arroz sujo” feito pelo pai a sua história com alimentação foi nesses voos feitos mundo afora. Aprendeu a comer coisas que nem imaginaria se estivesse aqui e a criar pratos que, seríamos nós que teríamos essa herança dele.

Mas você já deixou rastro aqui, mesmo sem ter conhecido de perto o moço fantasma daqui ele busca algo que te lembra sempre por sua nacionalidade. Seja na almôndega feita do modo dele, do hino do tuo país que toca em alguma cerimônia oficial, do voo do tucano – que você ia gostar – da faixa com um poema que alguém pregou na rua de cima em dedicação ao amor… A sua presença aqui cabe nos risos que trocamos, na gargalhada que ele ouve quando falamos por mensagens e até nos trovões que lembra você… Então, bambina, independentemente de onde seja ou que venha a semente que você plantou em mim gerou frutos para além de minha ternura e afetos. Por pura e simplesmente escolha de gostar de você.

Mariana Gouveia