*quote extraído do Coletivo Ao vento, todo dia – do texto de Nirlei Maria Oliveira
Desde pequena sempre fui apaixonada por cadernos. Usava-os – e ainda uso – para tudo. Embora a tecnologia tenha trazido algumas facilidades, não abro mão de escrever no caderno.
Aqui, já foram transformados em diários, agendas e até serviram de anotações para listas. Lembrei-me de meu pai que anotava as coisas que tinha de fazer durante o dia, o mês e até mesmo o ano. As ofertas de vendas dos produtos da fazenda, as qualidades especificadas em letras miúdas e até as datas de nascimento dos sete filhos, incluindo hora, dia, mês, ano, signo e de como estava o dia.
O caderno dele ficou perdido em algum baú, que vou tentar encontrar quando voltar lá, mas ainda tenho os primeiros cadernos de meu filho, com suas capas coloridas e sua letrinha ainda em estado de aprender.
Guardei na época para que ficasse registrado momentos simples da vida dele e que para mim era um tesouro. Sempre foi.
Os cadernos me acompanham para as cartas, para as notas que surgem durante os afazeres do dia a dia e para anotar os maravilhamentos que fazem parte do meu lugar.
E você, ainda usa o caderno para registrar momentos? Me diz aí…
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais