Su, minha menina nuvem,
nossa, amanhã, já é dezembro de novo! A gente sempre repete todo ano que o ano voou… mas 2024 veio vestido de vento e causou um imenso tumulto aqui e sabe aquela frase que virou meme- que não me lembro de quem é agora – de que a poesia salva? Salva mesmo, Su…
2024 foi um estampido nos calendários, nas conversas com as pessoas e olha que a gente teve um avanço imenso com a realidade do país. Mas era tanta coisa errada de um desgoverno bandido que vai levar muito tempo para que a poesia nos salve de vez.
Sei que sou muito de acolhida, de dar colo de mãe, de unir laços, mas são poucas pessoas que alcançam minha alma de vento. Esse ano fui tolhida dessa leveza que o vento me traz e fui bombardeada pelo vento que causa tumultos para além de derrubar flores do ipê rosa da rua de cima. O universo me tomou pessoas, me deixou em suspenso feito lençol voando no varal… mas eu consegui me segurar.
Deixei de estar em tantos lugares e de ver/ler tantas coisas… logo agora que eu tinha tanto tempo o não pode me fazia querer ser a flor que voava além do muro. Sei que por aí muita coisa também mudou, embora não falamos sobre isso e sei que a coragem também entrou pela janela trazendo a maresia como puro aconchego e é assim que a gente segue… aspirando as flores, acalentando com as nuvens ou aspirando a brisa do vento.
Que a gente consiga sempre fazer poesia, Su… é isso que nos une mesmo com tantos mil quilômetros nos afastando.
beijo meu,
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais










