Projeto Fotográfico 6 on 6 · Scenarium Livros Artesanais

6 on 6 – vistas

O que eu avisto quando o olho alcança o quintal? Para onde meus olhos antecede o encanto até mesmo dentro do meu muro? Ou para além da rua de cima onde aponta minha bússola imaginária? Não vejo a arquitetura de uma cidade que cresce – às vezes, de forma desordenada – com suas invasões e desmatamento nos arredores.
O que vejo, é a densidade de uma natureza que luta para viver… seja no meu quintal, ou nos cantos por onde ando.

O cerrado é logo ali, rente as casas em um lugar onde o sol mora… e o algodãozinho do cerrado brota como se pudesse morar aqui para sempre.

E o cerrado se faz vivo mais do que nunca dentro do meu quintal e na rua de cima… é ele que amarela as tardes por aqui e faz com que os insetos briguem em um constante zuum zuumm…

E nem só de amarelo vive o quintal, e nem de sol… A primavera, ainda com ares de quem acaba de nascer se ostenta para lua enquanto o meu olho enxerga o céu e suas nuances…

É como se as nuvens estivessem vestidas para a festa… e o contorno da casa vizinha fosse o palco.

Mas, há dias em que a lua em suas diferentes fases quer apenas se encostar na folha, espiar os frutos que nasceram por aqui…

ou simplesmente se dar ao luxo de ficar de quina para as flores…
A pandemia me deixou reclusa… e para além de onde enxergo dentro ou fora dos muros tento que minhas vistas sejam de esperança de dias melhores e esse meu desejo chega até você.

Mariana Gouveia
Projeto Scenarium 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto: Lunna GuedesRoseli PedrosoObdúlio Ortega

Corredores, Codinome Locura

Tem dia que é feito dia de irmão.

O jardim ficou quieto em dia sem vento. O calor, ao amanhecer, seca o orvalho das flores.
O pássaro de todo dia fica preso dentro da sala e o eco do chilreio me acorda em uma manhã feita de acasos.
A borboleta gerou casulos, o girassol sorriu flores, o menino da rua de cima tocou flauta e eu abri a porta para o pássaro voar.
Tem dia que é feito dia de irmão. Cheio de delicadezas.

Mariana Gouveia
Ser de flor

Corredores, Codinome Locura

Hoje é dia de vermelhecer em algum canto do mundo.

Anoto em uma carta as frases que diria… as sombras na parede espantam a solidão enquanto o sol aquece os corredores vazios. O jardim envernizado com flores de plástico esconde a parede oca para o futuro do nada. Descobri casas abandonadas na minha rua. Cada uma grita um nome quando a noite cai. 

Hoje é dia de vermelhecer em algum canto do mundo. Os intervalos entre o vento e o muro é o calor. Alguém canta na redondeza. Contam histórias de horóscopos e tarôs. vejo as constelações todas num céu sem nuvem… o rumor da pele desenhando tatuagens. Misturo os assuntos e rasgo a carta.  As frases ficam soltas em uma estrada diferente da outra. o mar afasta a possibilidade de escolha. Em algum lugar, a estrela fica fora do céu. O vermelho ao meu redor é apenas a vontade de estar onde não estou.

Mariana Gouveia
Ser de flor

Corredores, Codinome Locura

Em estado de pausa

Quando molhei o jardim
a flor cheia de sede quis ser mais
e nas paredes frias rabisquei seu nome infinitas vezes.
Cantei Gadu enquanto a flor em seu estado de embriaguez
pedia mais água e a terra clamava chuva.
E em estado de pausa o vento mudou-se para além dos quintais.

Mariana Gouveia
Ser de flor

Corredores, Codinome Locura

Os riscos imaginários…

Os riscos imaginários nas suas paredes eram voos migratórios das aves no jardim.
Era asa para todo lado… e assim, espalhavam as sementes.
Nenhum jardim nasce atoa e quando nasce, atrapalha a emoção da migração das aves.
E nos desvarios das incertezas, o pólen da flor é apenas suas paredes brancas com riscos imaginários.

Mariana Gouveia
Ser de flor

Corredores, Codinome Locura

O elemento do jardim é a flor.

Começou a escrever a história pelas mãos dele – as mesmas que arrancam as ervas do jardim – é a que cuida do jantar e me levanta quando acontece dias como esse.
Calçou-me os sapatos e riu. Brincou com as bolinhas da roupa.
Perguntou sobre a estação. Colheu as amoras. Quis receita de geleias.
Cantou desajeitado na sorte da palavra. Sempre era o lugar daqui.

Ligou o rádio. Me olhou com olhos de serenata.
A intimidade contemplada. Desafiou-me ao riso.
Falou da geografia das horas.
– O tempo é o sinal de tudo. Tudo passa.
Mostrou-me o jardim. Era ali a direção da cura.

Fui.

Mariana Gouveia
Série Ser de flor

Corredores, Codinome Locura

Praticamos o nosso modo coffee talk…

Era aquela alegria conservada guardada em potes,
como a poesia da mãe
Tudo feito em desconcertos para consertar a alma.
Era como se tudo antecedesse o tempo
Por isso, em alguns dias difíceis
Ela ia lá no pote
Respirava a poesia
E com isso, conservava a alegria de viver.
Mariana Gouveia

Chegou o último dia de agosto… E minha carta hoje é para agradecer a você que esteve comigo nesse agosto diferente.  Tentei aqui te entreter com poesia, com minhas emoções. Conseguimos praticar o nosso coffee talk. Você esteve aqui, e a gente trocou mais do que poemas e histórias. A gente esteve junto. Mesmo em dias complicados ou não, você estava aqui com seu like, seu comentário e até sua quietude.

Em agosto, temos o Beda – blog Every Day – que acontece duas vezes ao ano, em abril e em agosto. É um desafio postar diariamente, mas também é muito gratificante ver o engajamento, tanto dos blogs participantes, quanto dos leitores fiéis do blog.

Nesse agosto, derramei aqui poesias, cartas, desabafos e histórias vividas por mim. Espero que você tenha gostado.

Setembro vem aí… e a gente logo pensa na tão falada canção de Beto Guedes – sol de primavera – que exalta a primavera e as boas novas:


“Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou juntos outra vez”

Mas, a canção que ficou mais gravada em mim, diante de tudo que escrevi para vocês em agosto, é a música da Vanusa, no refrão que ecoa agora:

Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o Sol
Nas manhãs de Setembro

Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar
O vizinho a cantar

nas manhãs de setembro”

E é isso que desejo para você nesse mês que começa amanhã… que você cante e viva a vida, apesar de tudo que está aí.

Conto com você que esteve comigo aqui todos os dias e que possamos fazer com que a primavera seja vivificada dentro de nós… e que possamos fazer valer a frase da música de Beto Guedes que citei lá em cima:

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

Aqui vai ser sempre um cantinho onde você terá seu lugar, independente de qual cidade do mundo pertença. Seja em silêncio ou comentando… vai haver sempre uma xícara de café te esperando.

Grata tanto!

Mariana Gouveia
Agosto é o mês de B.E.D.A
Participam desse projeto: Claudia Leonardi Obdúlio OrtegaLunna GuedesRoseli Pedroso – Adriana Aneli – Darlene Regina

Scenarium Livros Artesanais

*Traços

Só a rajada de vento
dá o som lírico
às pás do moinho.
Somente as coisas tocadas
pelo amor das outras
têm voz.


Fiama Hasse Pais Brandão

Dobrei os tsurus como a minha mãe havia me ensinado e lembrei – me dos dedos dela a fazer as dobraduras como se tivesse feito aquilo a vida toda. Tinha habilidade com as mãos, sabia disso desde cedo quando a via nas costuras… a tesoura a cortar os quadrados para a colcha de retalho, o tecido a ganhar contornos de roupas. Mas o que mais me encantava era a maneira que ela criava os desenhos para os bordados.

Ela nunca fizera nenhum curso de desenho e conseguia com suas mãos delicadas – as mesmas que revolvia a terra, no preparo da horta – criar a borboleta pousada na flor no papel vegetal ou em um saco de pão e conseguia transformar o desenho em um bordado. As mãos contornavam o papel com a ponta do lápis e surgiam aves, flores, jardins, castelos e paisagens.

Era uma mulher forte e ao mesmo tempo suave. Os olhos conheciam um a um dos sete filhos com suas diferenças e jeitos. Conseguia arrancar de cada um de nós o seu melhor. Em cada canto da casa seu traço estava explícito. Nas prateleiras dispostas na parede da cozinha de frente para a porta, onde as panelas de alumínio reluziam sobre as tolhas bordadas, feita por ela mesma.

Colhia as flores de lavanda e na água do enxague o cheiro rescendia na casa toda, enquanto os lençóis quaravam ao sol. O rio a margear a tábua de bater a roupa e a pedra, moldada pela correnteza, onde no fim do dia, sentava-se e cantava para espantar o mau agouro. Tinha fé nas coisas simples, seja ela uma pena que ganhava força com o vento ou na ave colorida que roubava os coquinhos na palmeira do quintal.

Os cabelos imensos, ora em tranças, – ou esvoaçante no vento, enquanto secava – ou em um coque perfeito, tal como a canção que falava sobre uma índia: “índia seus cabelos nos ombros caídos negros como a noite que não tem luar “ – que é o que ela era – e traçava os sentidos em nós da alegria de ser… O pai deve ter apaixonado por aqueles cabelos que chegavam abaixo do meio das costas, como uma cascata negra – pensava sempre nisso. Sua presença trazia cores e sons pela casa. A máquina de costura a bordar, as panelas a cozinhar alguma guloseima e a canção antiga na beira do rio, até hoje, traz os traços dela:

“Mandei caia meu sobrado, caiei, caiei, caiei.
Pintei de azul e branco, caiei, caiei, caiei.
Eu pintei de azul e branco, caiei, caiei, caiei.

Mandei pintar na varanda, mandei, mandei, mandei.
Eu pintei de roxo e amarela, caiei, caiei, caiei.
Eu pintei de roxo e amarela, caiei, caiei, caiei.

Mandei pintar na janela, mandei, mandei, mandei.
Eu pintei de verde e cinza, caiei, caiei, caiei.
Eu pintei de verde e cinza, caiei, caiei, caiei.

Mandei pintar meu luar, mandei, mandei, mandei.
Com as cores do arco-íris, caiei, caiei, caiei.
Com as cores do arco-íris, caiei, caiei, caiei.”

Ela era literal – e não há como escrever sobre ela senão literalmente – gostava das dobras… em tecidos ou em papel e de traçar os próprios riscos na bordadura. Conhecia o barulho da máquina e dos ventos. Sabia quando o vento trazia a chuva logo para além da porteira e quando falava da vida, era de poesia que falava. Quando abro os braços e chamo o vento, é nela que penso em sua filosofia de que o vento é o Espírito Santo.

Não dá para saber como as dobraduras de uma arte secular do outro lado do mundo chegou até ela. Imagino que fosse pelos livros – os milhares que ocupavam um baú de mogno moldado pelo pai – com os desenhos feitos por ela eram reverenciados como oração. Acreditava que eles possuíam o poder de não envelhecer e ela não envelheceu.

O movimento de ida foi rápido e desenhado dias antes da partida. O vento era seco e uma mariposa gigante pousou no colo dela. O olho grande, ganhou contornos de conformismo e ela pediu apenas que a arte fosse parte da vida da gente.

“É ela quem dá fôlego quando o ar falta de diversas maneiras. E quando, porventura, faltar apoio nas lutas.”

Não sei de qual luta ela falava. Traçou tantas em tão pouco tempo. Fez diferença em tantas outras vidas como a dela. Ensinou traços a muitas “filhas avulsas “do mundo e virou traço além, em algum lugar em que acredito.

De vez em quando, em um fim de dia, quando o céu expande formas e cores eu me lembro de seus traços e nesse momento faço um tsuru como maneira de seguir a arte que ela tanto amou.

Mariana Gouveia
Agosto é o mês de Tsurus e de B.E.D.A
Participam desse projeto: Claudia Leonardi Obdúlio Ortega Lunna GuedesRoseli Pedroso – Adriana Aneli – Darlene Regina
*Texto publicado na Revista Plural Traços
Scenarium Livros Artesanais

Das palavras das cartas · Projeto52 · Scenarium Livros Artesanais

*Não sei se irá chover ou não…

Se eu pudesse dar somente um conselho pra Savana de ontem, eu diria:
“Acolha seu passado,
se preocupe menos com o futuro
e renasça quantas vezes for preciso no presente.
Isso é muito poderoso!”
Savana Leão

Querida Savana,

O dia amanheceu mais fresco porque ontem choveu aqui… não aquela chuva que a gente gostaria que caísse, a tal chuva da manga e do caju mas senti o cheiro de terra molhada – um dos cheiros mais deliciosos que senti na vida – foi passageiro, e os pingos deixaram sua presença no quintal.

Sorri quando descobri que era seu dia e logo a caneta ganhou forma no papel e vim aqui te abraçar. Roubei a sua frase e iniciei a carta com ela. Lembrei-me de quando ouvi seu nome pela primeira vez. Havia um matéria em um blog, com um texto belíssimo e ali, me apaixonei por você… a menina que costurava roupas para bonecas e que ama a magia da costura.

Lembrei-me da mulher corajosa, que renasce a cada dia, mesmo com todas as perdas e adversidades. Lembrei-me da mulher que escolhe as cores, que traça moldes e cria mais do que uma peça que veste o corpo… cria roupas que abraçam a alma.

Durante anos, fiquei a te acompanhar de longe. Eu, a menina dos retalhos, patchwork, bordados e crochê, encantada com a menina da costura, tecidos e criatividade. Até o primeiro abraço, até o primeiro vestido, até o primeiro riso – tímido seu – e estava ali, em minha frente a mulher que desbrava as retas, tesouras e linhas. E eu descobri que você era a mesma que criava as saias de tule e possuía de fato, a alma de leão.

Sei que esse ano foi difícil, mas assim, como a frase sua lá em cima, você renasce na dor e se fortalece na família… e a poesia ronda tuas mãos no doce ato de costurar a vida. E que bom que minhas poesias conseguiram te ajudar, em algum momento.

Nesse seu dia, há previsão de chuva… não sei se irá chover ou não… a previsão, às vezes, falha… mas o que não pode falhar é a sua fé em dias melhores… é a sua coragem diante da dor… o que não pode falhar são os traços feitos dentro dos dias para que você seja feliz.

Dias felizes para você, além de aniversários e vida afora.

Beijo,

Mariana Gouveia
Agosto é o mês de Savana e de B.E.D.A
Participam desse projeto: Claudia Leonardi – Obdúlio Ortega Lunna Guedes Roseli Pedroso – Adriana Aneli – Darlene Regina
*Essa carta também faz parte do Projeto 52 Missivas – Scenarium Plural Livros Artesanais.

Corredores, Codinome Locura

Incompleta…

Levantou-se e pensou na vida. Observou o dia claro, as nuvens, poucas no céu. Lembrou-se das escolhas, dos caminhos. Procurou entre seus pensamentos algo que realmente a deixasse feliz, e percebeu que sua infância havia lhe proporcionado vários momentos de felicidade.

Desejou encher sua barriga com uma criança, dar vida com uma outra vida. Vê-la crescer. Imaginou-se falando:
– Desce, filha(o), daí… vai se machucar.

Lembrou que tinha que comprar comida para o cachorro. Sorriu ao imaginar o sorriso de seu futuro filho.

Não existia ainda um futuro, mas era bom saber que poderia imaginar isso quantas vezes quisesse. Lembrou-se das vezes em que, sentada na sala, montava sua casa de boneca… adorava ver desenhos e se imaginar a princesa da escola. Olhou o relógio e apressou-se… estava atrasada. Havia muitas coisas para cumprir, compromissos inadiáveis, telefones que insistiam em tocar. Mas ela estava lá, parada no tempo. Vendo a vida como se estivesse na janela. As pessoas passando e ela como expectadora.

Gostava de andar com os pés descalços, e estava – naquele momento – descalça. Aprendera que não podia… uma proibição. Regras. Quando era criança, não podia, mas agora, depois de grande, precisava andar descalça. Liberdade para suas manias.

Lembrou-se da cólica, das dores, lembrou-se de um amor passado. Olhou para o chão, conteve-se em procurar um chinelo, mas desistiu. Havia muitas coisas para cumprir. A comida do cachorro para comprar. Olhou a porta e viu recados. Leite. Precisava tomar café. Não havia pães, ficou com fome e pegou um pacote de bolacha. Em sua cabeça, pensamentos soltos, regime, fome, dia, regras, nenéns que não existem, comida do cachorro, bola, brinquedo, pés. Sonhou em estar em uma praia. Escolheu a roupa do armário e colocou a música para tocar. No rádio, notícias. Olhou o céu azul e desejou ouvir uma música alegre. Mudou de estação. Notícias, propaganda e, de repente, um som que preencheu a alma. Pensou novamente no futuro. Queria ser mãe. Não era o momento, mas queria. Vestiu-se.

Por ora, esqueceu-se dos momentos ruins. Fez uma menção aos santos para iluminar seu dia e saiu… como quem cumpre suas diretrizes, como quem sonha em conquistar o mundo…

P.S.: Anos depois, o filho – já grande – chega da faculdade e fala da Grécia. Muda a estação do rádio, põe numa música engraçada e gritante.

– Mãe, tem de comprar a ração da Meg…

O sorriso do rapaz era largo ao brincar com a cachorrinha… e, nesse instante, revivi aquele dia em que desejei ter meu bebê, lembrando-me de todos os anos. O primeiro dia na escola, o primeiro tudo dele…

Vendo-o assim, bebendo água na boca da garrafa pela milésima vez, reprimo… e, pela milésima vez, ouço o “relaxa”…

P.S.²: A vida levou o homem para longe… e depois de anos realizou o desejo de subir degraus em busca da fé e mais uma vez, descalça, reviro os textos que falam do meu amor por ele. Por acaso, encontrei esse e achei que precisava de um complemento melhor. Lembrei-me de uma frase do meu pai de quando me casei: ” Depois que se constrói uma família, tudo que você deseja é que seu filho seja forte… para enfrentar os momentos bons e ruins. Voar é só uma parte do caminho, no alto. De resto, o chão é onde o pouso é seguro e a estrada te espera para seguir adiante.”


Meg se foi há alguns anos e hoje, Yoshi e Lolla cumprem a função de cuidar dessa humana aqui, que mesmo depois de tantos anos ainda pensa se ele comeu, se dormiu, se lavou o uniforme, se levou casaco… essas coisas de mãe. Da mãe que eu queria ser e sou.

Mariana Gouveia
Agosto é o mês de dizer eu te amo e de B.E.D.A
Participam desse projeto: Claudia LeonardiObdúlio Ortega – Lunna Guedes – Roseli Pedroso – Adriana Aneli – Darlene Regina