Das palavras das cartas · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Ignoramos ser no horror, que forjamos nossa mortalha.

Bambina mia,

Quando me fez o convite para a próxima viagem, não pensei duas vezes… sabe aquele instante em que a pessoa te pega pela mão e te puxa levando por histórias, caminhos, ruas e praças? Foi assim que me senti. Adoro quando você me leva pelos seus caminhos, pelas suas ruas, pelas suas praças e feiras.

Adoro quando me mostra as folhas que você encontra por aí. Adoro ainda mais quando sua história se mistura com a minha. E cá estou eu, no quintal enquanto a lua cheia surge imensa logo depois do muro. Você sabe que sou fascinada pela lua e ontem aconteceu a lua de “morango”. Uma super lua que caminhou lentamente no céu. Fiquei horas com a câmera em punho registrando – e ainda estou – o movimento dela. Ora entre nuvens, ora em um céu forrado de estrelas. Ouvi Bethania e vi a lua se banhando em um balde aqui.

Me vi embalada pelas lembranças. Já te contei tantos causos do meu pai e de como ele nos envolvia em poesia, talvez até sem saber. Meu pai banhava a lua cheia… – te contei isso hoje – e guardava a água em potes de barro ou moringas. Servia para curar males da alma e do corpo. Descobri que sua nonna também e quando descobri isso meu cuore acelerou. Nossas falas foram se entrelaçando e como sempre, você está sempre na minha frente. Quando eu vivo as horas, você já viveu. Mesmo você sendo minha bambina, é como se estivesse um tempo a frente do meu… o meu espelho reflete em tantas coisas que você já viveu.

Você precisa do elemento urbano para existir… já eu, preciso do lúdico, dessas coisas que as memórias me trazem. Já tenho tantas suas guardadas aqui. Ainda me lembro de alguns edifícios com seus nomes enquanto um ônibus nos levava pelas ruas do seu lugar. Mas também tenho nas memórias coisas de sua vida em que eu nunca estive e senti-me lá. Eu seria capaz de atravessar o oceano agora e ver a lua sobre tua cidade… e mesmo sem poder fazer isso, parece que já fiz… entende isso?

A lua segue seu curso, bambina e consigo ver as estrelas sendo apenas acompanhantes desse movimento lunar. Parece que vi um pássaro noturno voar aqui e lembrei-me de um poema de Matilde Campilho, que gosto:

“Li sobre pássaros e passei a saber que os pássaros medem a distância em unidades de corpo e não em metros: a densidade de cada corpo não importa, o que importa é a distância entre eles. Ainda assim me perguntei muitas noites sobre a qual seria a medida de uma asa”

O poema me lembrou coisas que conversamos… será que a asa é essa sintonia que nos liga? Ou seria a medida dela seria esse convite aceito para continuar a viagem com você? Para responder a sua pergunta digo: vou sempre, bambina mia… com você, vou até a lua.

Bacio,
Mariana Gouveia

Das palavras das cartas · infinitamente

Carta para Antônio.

Antônio, meu amor,

Muitas vezes, eu quis chamar você assim e mentalmente já fiz inúmeras vezes. Queria que soubesse que quando descobri que você crescia dentro de mim, a minha vida mudou completamente. Descobri que eu não seria mais sozinha e mais tarde descobri que eu estava enganada. A solidão de ser mãe é muito mais doída do qualquer outra.
Os meses foram passando e você antecipou sua vinda… Tudo foi tão rápido e ao mesmo tempo, tudo tão lento. Eu ouvi seu choro ecoar na sala de operação e logo depois, o silêncio.

Hoje seria seu aniversário e também é registrado em um documento como o dia de sua partida. Você viveu poucas horas fora de mim e deixou meu coração faltando uma parte. Como eu conto esses 38 anos de ausência? Como eu falo desses anos que não te vivi?

Sai do hospital sem você, com meus braços vazios e apenas com a lembrança de seu rosto na memória. Conheci outras mães que viveram a mesma situação que a minha e isso me trouxe consolo em alguns momentos. Eu era mãe de um filho que não veio para casa

Sabe, meu filho, de vez em quando me pego pensando com que você pareceria e o que estaria fazendo. Olho na rua para algumas pessoas e penso que poderia ser você. Que time você torceria, qual música te tocaria no coração e como seria você apaixonado… Essas coisas me fazem sentir você perto e assim sigo meu sentimento de mãe.

Queria que soubesse que você foi muito amado e aguardado e mesmo não tendo podido viver muito, as poucas horas que tive você em meus braços me fez especial, no sentido de ser mãe.

Hoje, eu quis falar com você e dizer que de uma maneira ou de outra fizemos diferença na vida um do outro. Não sei quanto tempo é possível essa espera, mas sei que um dia irei te abraçar e completar essa parte do meu coração que está com você.

Te amo infinitamente,

Mariana Gouveia

Corredores, Codinome Locura

Da autonomia dos voos…

Havia um menino que criou asa, virou ave,
e com ele a ternura espalhada.
O reggae no canto e havia um turbilhão a povoar seu sonho.
Clamava pela vida – e nas poesias a encontrava – nas letras das canções, ele vivia.
O menino buscava por riso e essa aventura despeitada de viver.
Cabia nas promessas de paz enquanto travava uma guerra pela liberdade sem medidas. Não se mediu. Sorriu. Voou – o menino – em um dia onde o mês avançava nas horas a vontade plena de esperança.
Se via em qualquer asa, em qualquer pouso… se via vivo em qualquer espaço.
Era assim o menino, que ainda sendo meu, foi do céu.
Foi de ave, foi de pouso e se viu além.

Mariana Gouveia

Corredores, Codinome Locura · Das palavras das cartas

O futuro demorou dentro dos dias…

A carta fora escrito no tempo do passado. As flores se preparavam para o fruto da estação. O céu tinha cores dentro dos olhos dela e a gente se despedia dos dias.

Ela falava de outro país e das ruas em que andou em peregrinação. Eu, dos insetos diferentes que surgiram no meu lugar.

Ela passava por um inverno castigante, lareira, vinhos… ruas com neve e fogueiras sem luar. Eu, os chás frios na madrugada quente, o calor a arder a pele e a alma.

Escrevia-me aos pés da torre famosa e eu, do meu quintal simples de todo dia. Um universo de distância nos separavam e nunca estivemos tão juntas como se as mãos pudesse tocar.

Perguntava das árvores que quase tocavam o céu dentro do quintal que ela deixara e eu dos cheiros das flores de lá.

Inventei orquídeas novas para ela que nunca existiram – só para ver o brilho nos olhos cheios de expectativas – e ela me dizia sobre o perfume da laranjeira no meu quintal onde a joaninha se aninhava.

Eu, era a menina laranja para além dos dias e ela a moça lilás que foi colher futuro. O futuro demorou dentro dos dias e quando ela voltou já não havia mais tempo.

Deu-me a moça subversiva e revolucionária dos poemas e apresentou-me o paraíso com nome de filtro de cor.

A vi dentro do sonho que tive e brilhava lindamente dentro da minha poesia.

Mariana Gouveia
das palavras das cartas
Ph: Ekaterina Ignatova 

Projeto Fotográfico 6 on 6

6 on 6 – 3×4

Exato
De fato,
o corpo briga,
a vontade chega.
Retrato,
de 3×4
na semana inteira.


Quando revirei o baú de retratos as carteirinhas com os retratos 3×4 feitos para os documentos trouxe para o momento as memórias antigas. Junto delas, os monóculos que trazem lembranças de um tempo que não voltam mais.

Desde a morte de meu avô paterno minha mãe vivia sempre de luto. As fotos – tão poucas – que restam dela, não difere tanto uma da outra. Mesmo quando precisava de fotos para algum documento, lá estava ela e seu vestido preto. Ela só veio tirar o luto um mês antes de sua morte. Foi quando vestiu o vestido florido que ela mesmo fez.

Algumas fotos arrancam risos por aqui e muitas vezes me pergunto quais os sonhos que povoava a cabeça daquela menina-mulher? A foto acima era para o crachá da emissora de rádio e naquele tempo eu só queria usar o microfone para falar de poesia e canções.

Com o passar do tempo os cabelos foram modificando e os sonhos também. Mas a arte sempre presente de alguma maneira e as borboletas também.

O baú, além de fotos antigas, guarda também momentos. O filho tão menino ainda, na foto que o colocava como cidadão do mundo no primeiro documento.

Para tão logo depois – como o tempo passa rápido dentro dos dias – ser senhor de si e sair à procura de seu lugar.

As fotos desbotadas mostram os dias dentro de nossas vidas. Os monóculos guardam memórias. O casamento de meus pais. Eu, a segunda na foto, em cima de uma cadeira. A mãe e o olho de luto nesse dia em que a vida se perdeu. O baú hoje, trouxe apenas saudades.

Mariana Gouveia
Projeto Fotográfico 6 on 6 – Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto:
Obdúlio Nunes OrtegaRoseli PedrosoLunna Guedes

Das palavras das cartas · infinitamente

Das horas em que a vida me sorri.

“Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.”
Rubem Alves

amor,

mesmo depois de tantos anos juntos ainda me perco nas palavras para falar com você. Seria tão simples escrever as palavras de amor que conheço e estaria falando de você… mas, ainda assim, isso seria tão pouco. Das coisas que vivemos – e foram tantas – as que ficam na memória são aqueles instantes mais simples. Seu olho traz o brilho que aquece meu coração.

Seu riso quando chega de algum lugar, as brincadeiras banais onde sempre tenta arrancar um sorriso meu, além de tantas outras coisas que vivemos no dia a dia. A cumplicidade nos aproxima e faz com que minha admiração e respeito só aumente. Conheço o barulho de seus passos quando chega e muitas vezes, sem falar, já sei o que está pensando. Não somos um casal comum. Essa palavra não cabe em nosso dicionário, porque o comum não existe e nunca existiu nesses anos todos juntos.

Se eu fosse dizer uma só palavra que te traduzisse seria segurança… você é o chão onde piso descalça, a brisa que me acalenta em momentos difíceis e a mão estendida sempre. A liberdade que grito e busco para além dos nossos momentos me faz acreditar que você estará sempre logo ali, ao meu alcance, caso me desequilibre e caia. E seu riso será o momento mais bonito das horas que vivo.

Te amo,
Mariana Gouveia

Corredores, Codinome Locura · Das palavras das cartas

As cartas são passaportes para viajar no tempo.

Pai,

mais um ciclo se inicia a partir de hoje. A gente conta os seus 91 anos e grande parte das lembranças se misturam com as datas do calendário. O dia do santo, a quaresma, os aniversários dos irmãos, o início da plantação, o dia da colheita e tantas outras datas que nos marcaram ao longo da vida. Mas o 1° de junho ninguém nunca esqueceu. O seu aniversário sempre foi dia de festa para nós.

Essa semana, um de seus filhos – meu irmão mais novo que eu, esteve aqui, no meu quintal comigo. Junto com a família, presenciou o voo do Chiquinho, vindo ao meu encontro, conheceu meu lugar que ele tanto lia nos poemas e posts das redes sociais… No suspiro dele, uma palavra me marcou. Ele disse que sou igual a você. Essa história antiga de que te puxei no trato com os bichos.

Ele lembrou, pai… Mesmo sendo pequeno na época, ele lembrou que você separava uma parte da roça para os pássaros. Para mim, tudo aquilo, era magia… Mas aos olhos dele, era oferta. Você “doava” uma parte da lavoura para que os pássaros não atacassem a lavoura toda. Os vizinhos diziam que era bruxaria, enquanto as plantações deles eram atacadas, a nossa permanecia intacta, com exceção da parte ” doada” às aves e bichos.

Sabe, pai… durante o tempo que ele ficou aqui relembramos nossas histórias. Os causos, as festas dos santos e o seu aniversário. Mostrei a ele a sua pedra de amolar que ficou comigo. Perdi a conta dos anos dela. Se ela pertenceu mesmo ao seu avô, deve caber séculos na pedra onde hoje amolo minhas facas de cozinha.

Lembro-me de que ela já amolou tesouras, facões, enxadas e tantas coisas de corte. Ficou comigo quando você se mudou para aí. Só comigo, ela já está a mais de 40 anos. Você dizia que ela conheceu todas as gerações da nossa família. Foi bom falar sobre isso com meu irmão. É assim que a história permanece. O brilho que vi no olho dele me fez acreditar nisso. O olho vagando vendo meu pequeno beija-flor cruzar o espaço entre os bebedouros e as árvores. Um dia, com certeza, ele contará para o filho dele e assim, a semente que você plantou continuará a germinar nos seus descendentes.

Pai, quantos mundos te abraçaram nesses 91 anos? Quantas memórias você carrega no coração? Quantas perguntas minhas você já respondeu? Foram tantas e ainda serão. Desde os porquês lá da infância até às dúvidas respondidas no nosso encontro há pouco tempo.

Você me disse tantas vezes que as dúvidas fazem parte do ser humano e que as memórias são ativadas com essas dúvidas. Disse também que as cartas são passaportes para viajar no tempo. As cartas que te envio desde quando comecei a escrever são os registros dessas viagens. Mais uma vez, desembarco no seu mundo só para te abraçar mais uma vez.

Feliz aniversário!

Te amo sempre
Mariana Gouveia

Das palavras das cartas · Projeto52 · Scenarium Livros Artesanais

Duas pessoas sentam-se à mesa.

Marcelo querido,

Eu poderia começar essa carta da mesma maneira que comecei naquele caderno que te dei – lembra? – contando o que aconteceu de mais importante no ano em que você nasceu até chegar o dia de hoje… mas naquele ano, o fato mais importante foi mesmo seu nascimento. Então, vou falar de outras coisas.

Duas pessoas sentam-se à mesa e ali, durante quatro horas usam o microfone para levar informações e entretenimento para quem está do outro lado do rádio. Ainda tenho na memória algumas frases, alguns nomes ditos com a zueira de Ronaldinho Gente Fina e suas mensagens. Poderia repetir algumas, hoje já conhecidas por tantos. Foi ali que eu o encontrei… Você ainda quase um menino e através de uma mensagem sua mão me tirou de um fundo do poço… Depois disso, eu apenas continuei gostando de você.

Passei a ser sua amiga e isso me honra muito. Passei a fazer parte de sua vida através de sua mãe e como eu já disse acho que foi o destino que te trouxe até mim através de um MHz… Quando você ganhou asas e voou além do rádio sua falta foi suprimida pela nossa bandida. Todos os sábados, eu atravessava a ponte e passava o dia com ela. Era quando eu sabia de você e de como a vida te guiava nos caminhos.

Semana passada, revirando meu baú de fotos encontrei uma foto nossa, tirada na rádio, próxima da mesa que nos ligou. Lembrei-me de uma pergunta que sua mãe fez uma vez: por que eu gostava de você? Lembro-me de que na época falei sobre o sentimento de gratidão e ela disse que gostar era relativo. Talvez você não compartilhasse desse gostar.

Tempos depois, ela te trouxe à minha casa. Era uma visita inesperada. Você era apenas meu ídolo e estava ali, no sofá da minha sala, conversando com meu marido sobre futebol… sua voz que havia me acompanhado em tantos momentos ecoava no meu quintal. Naquele dia, eu amei ainda mais a sua mãe. No sábado seguinte, ela repetiu a pergunta… nesse dia eu soube explicar: gostar de você é simples. Qualquer pessoa que te conheça sabe do que falo. Gostar não tem justificativa e nem explicação.

Se eu fosse contar os anos de você na minha vida contaria os 23 anos desde então… mesmo que a gente fique sem falar por um tempo, quando te chamo, é como se estivesse sempre ali. Me emociono saber que você é o elo que me liga com sua família.

No seu dia, os meus pensamentos te acolhe com carinho. Te desejo todas as bênçãos do mundo e vou estar sempre aqui, se precisar.


Feliz Aniversário!
Beijo meu,

Mariana Gouveia
Projeto 52
Scenarium Livros Artesanais

* Você pode acompanhar a voz de Marcelo Venturin aqui
Confira a programação.

Corredores, Codinome Locura

Para sempre é muito tempo para quem não tem tempo.

No corredor, a cortina foi trocada por persianas por sugestão do vento que veio do sudoeste.
A esperança trazia a sorte na mão. As asas tinham a dimensão exata da dor.
Os vidros das janelas dos casarões da esquina foram quebradas além do muro.
Sentiu saudades da chuva. O céu anda tão estável. A mão é esse abandono de toque.
A vida, parada, sem diagnóstico e endoidava com a tarefa simples de viver.

Mariana Gouveia

Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Vermelho por dentro.

Quinta-feira… o sol a pino e uma fuga por ruas inventadas para automóveis e não para pessoas.
O silêncio dos contornos a faz feliz.
Ela dispara seus passos e leva consigo qualquer coisa de felicidade.”

Pela quarta vez – e como se fosse a primeira – li Vermelho por dentro, de Lunna Guedes, publicado pela Scenarium Livros Artesanais. A primeira vez que o li, ele trazia o cheiro de livro novo, com a delicadeza das ilustrações de Adriana Aneli. Sorvi o livro em dois dias, na época, como se bebesse uma taça de vinho. A história me encantou. Mãe e filha e seus sentimentos misturados em mágoa, ausência, distância e ainda assim, o amor e seus paralelos mesmo com tantas contradições nessas relações.

Na segunda vez, fiz uma leitura via chamada de vídeo com uma amiga. De tanto eu comentar sobre a história, nas manhãs de terças e quintas-feiras eu lia para ela. Foi como ofertar um presente. Explicar os personagens, comentar sobre algumas frases. Levamos um mês para ler as 323 páginas. O livro já não tinha cheiro de livro novo, mesmo porque já havia sido emprestado para algumas pessoas… mas tinha cheiro dos lugares que o livro descrevia… era como se eu estivesse andando pelas ruas de Paris ou São Paulo.

Na terceira vez, li o livro em um projeto que faço parte, onde cuidamos de mulheres em situações de risco, ou sofreram agressões de seus companheiros e senti que a leitura foi um bálsamo para elas. O livro tinha o cheiro de esperança. Nas manhãs de sábados, passávamos duas horas entre aulas de artesanatos e leituras. Era uma desculpa para que pelo menos, em algum momento, elas se desprendessem das suas próprias histórias e embarcassem numa viagem… Confesso que em muitos momentos me emocionei e de como algumas partes do livro cabiam na vida de cada uma delas.

No mês de abril, ao abrir a estante o livro me chamou. Foi um convite. Ele se ofereceu e eu mergulhei de novo na história de Eva e Deborah. Confesso que sou apaixonada pela Anne. Talvez pela paixão pela fotografia tenha nos unido. Novamente me vi envolvida na história e foi como se tivesse lendo pela primeira vez. Não vou dar spoiler por que quero que você descubra e se encante pelo Vermelho por Dentro.

Respirou fundo… a cabeça estava cheia, a alma em suspenso e todas as coisas de sua vida embaralhadas. Sentiu o coração palpitar, o ar lhe faltou.
Medo da vida, dos afetos… de acreditar de novo e falhar. Deu um passo para trás, baixou os olhos para ver dentro.
Sentiu o toque na pele… o beijo nos lábios…

Vermelho por dentro me vermelhou em encantamentos. É uma história que te prende do início ao fim e por fim só nos faz suspirar. Se eu fosse você, eu clicava aqui e pedia um para chamar de seu.

Mariana Gouveia