Meus Livros · Scenarium Livros Artesanais

As estações

Antecipei a primavera
dentro do verão.
Replantei as sementes todas
para quando o equinócio chegasse.
A alma vaga dentro da solidão
de uma estação inteira.

Prepara a xícara que sexta-feira (30/09) tem sarau de novo…
Um bate papo com as autoras do Coletivo As Estações… da alma, do cuore, da pele e da memória: @suzannamartinss – @marianagouveiacba e @flacortess
E na segunda meia hora @annaclaradevitto – @rozanagastaldi leem-se…

Sinta-se convidado…

Corredores, Codinome Locura

A tarde amena chega dentro da canção de procurar desenho em nuvens.

O gato no telhado arrisca entre os pulos dos cães. Ostentou a palavra solidão na amplitude da tarde.
O pássaro vagueia entre o roubo da fruta ou a água do beija-flor. Reencontro o poema perdido na gaveta das linhas. O céu anuncia uma tempestade junto com o vento e seus trovões que me lembra alguém. Descubro o desencanto na pergunta perdida. O quintal é esse portal aberto para o nada.

Mariana Gouveia

Das palavras das cartas · Das rotinas

Devia ver as roupas secando no varal…

O vento convidando para o lençol dançar e a ave, com seu jeito de asa sendo instante no momento. Era primavera dentro dos dias no quintal.

Na estante, os bibelôs trazem lembranças de um tempo que já não é – a vida desavisa os calendários – e a lua, incerta do caminho do sol muda o decanato em meu mapa astral desenhado a dedo no vidro da janela embaçada.

Ainda era ontem, menina eu e os lençóis de linho branco, bordados com monogramas em ponto cruz e a mãe, ali, ao pé do rio, a água a correr e o riso dos irmãos a brincarem de viver.

Devia ver as roupas secando no varal e quem sabe as suas histórias se parecessem com as minhas e a carta de um parente distante, com fotografias desbotadas de quando ainda era a menina de trança.

O olho perdido no espaço e a irmã a relembrar que ela já fora personagem de um filme e que abraçava o cão da infância com nome de Capuchinho – de tão peludo que era – e que toda cidade lotou o único espaço da cidade para ver ela.

A filha do pai que carregava o cão no colo e tinha olho de voo.

Devia ver as roupas no varal… ali, estendeu as lembranças de uma vida toda e até as cartas de amor.

Mariana Gouveia
Entre uma estação e a primavera

Das palavras das cartas · infinitamente · Lunna Guedes · Scenarium Livros Artesanais

Estou sozinha. Entre dois mundos.

De quando em quando o tempo sai dos livros e inscreve-se nos corredores das casas nas prateleiras dos móveis e observa mudanças iguais neste presente passado.
Não compreende que como ontem,
hoje foi amanhã, e depois, é quase sempre agora.
Quando saio de mim só quero poder voltar para encontrar a prateleira, o corredor
e encontrar o tempo cá passado, mas bem arrumado, a dias, por meses.
Como sono para ficar no inconforto do vago, no corredor deste dia a dia, surdo.
Como sei das rotinas, das minhas, nunca me cansaram as dos outros.
Gonçalves de Sousa

Bambina mia,

Enquanto te escrevo penso na hora que você já viveu e que sempre invado com meu passado estranho. Já estranhei muito esses fusos – hoje, não mais – e agora até acho lindo ganhar uma hora quando vou te ver e perder uma quando volto do seu lugar. É como se estivéssemos em dois mundos diferentes, mas um dentro do mundo da outra.

Quando li seu texto meses atrás veio na memória o que vivi com você na Paulista. A minha passagem pela famosa avenida da Paulicéia desvairada não poderia ter sido mais emblemática para mim.

Você disse: eis a Paulista! E foi me guiando pelas calçadas para não esbarrar em ninguém. Esse cuidado sempre me comoveu durante nossos passeios pelas ruas do seu lugar. Lembro-me do moço vendendo cds… o outro, com camisetas nas mãos, a mulher com brincos grandes e roupas coloridas – você sendo minha guardiã para que não me barrassem – e uma figura tridimensional vindo em nossa frente.

“o que é que acontece para que, dentre tantos estranhos, um único ser salte aos olhos, de tal maneira, que me invada-preencha-e-ocupe-total-mente?”

Essa sua frase me fez lembrar dele. Juro que por muito tempo fiquei com aquele ser na minha cabeça. Tão branco que parecia ser transparente e pensei que ele poderia ter vindo de outro planeta – falávamos da mesma pessoa, amore? – e sempre que me lembro da Paulista, ele vem em minha memória. Lembro-me que você falava sobre um edifício e explicava alguma coisa sobre o grafite estampado nele… mas, eu fiquei impactada com ele vindo em nossa direção.

Nossos olhos se encontraram… e eu vi gentileza dentro deles. Lembro-me da essência ou aroma que emanava dele… Cruzou por nós e se foi como se fosse um sonho. Com sua roupa branco metálica como se fosse de outro mundo e como se adivinhasse meus pensamentos você disse que a Paulista vagueia em universos paralelos. Nunca falamos sobre isso, mas é uma memória que me conduz ao meu primeiro dia com você.

Isso acontece muito entre a gente… as suas memórias sempre se intercalam nas minhas. E coisas que vivi atiçam as lembranças que tuo cuore carregam. Quantas vezes já me emocionei com o carrilhão do tuo nonno? Já te contei que eles me fazem lembrar do relógio Orient que meu pai por tantos anos carregou no braço direto?

E o dente de leão que a gente sopra espalhando os desejos ao vento? Em sua língua materna, se chama soffione… Achei tão lindo que repeti a palavra tantas vezes que fiquei em dúvida se tatuava a flor ou a palavra em mim. Foi como se eu tivesse ouvido a palavra dita por você em áudio em uma manhã de segunda.

É engraçado escrever no quarto. Geralmente, vou ao quintal para captar essências do que quero escrever. Mas, de repente, lembrei-me da última vez que nos vimos. Você costurava livros, a gérbera vibrava na janela do seu quarto e eu vagava nos mundos que nos ligou. Nunca fui tão grata ao universo como aquele dia.

Tocava Try na sua playlist e havia janelas abertas na quadra vizinha. A gente ria de coisas aleatórias… o café servido pelo Marco, a Jane dog aos seus pés e eu guardei essa imagem na memória para lembrar em dia como hoje até chegar à próxima vez para criarmos mais lembranças desses mundos nossos tão diferentes e tão iguais.

Bacio
Mariana Gouveia
Missivas de Primavera
Estão junto comigo nesse projeto
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Roseli Pedroso e Suzana Martins

Das palavras das cartas · infinitamente

 Um dia destes. Dizem que é quando menos se espera.

Mãe,

foi no dia de hoje, há 40 anos atrás que a gente conversou pela última vez. Ainda me lembro das frases do diálogo e como aquela noite era um prenúncio de sua partida.

Dizem que o universo sempre nos envia recados, mas eu era menina ainda, e só sabia ler poesias e não entendia nada de sexto sentido. Ou até entendia. Mas, não queria saber.

Sabia que isso podia acontecer em qualquer dia. Um dia destes que a gente quer rasgar do calendário. Dizem que é quando a gente menos espera. Em uma noite, estávamos falando de lua, estrelas e mariposas e no outro, você já era estrela.

Naquela noite a gente ouviu Tristesse que era tema da novela Sétimo Sentido – que passava na época e você amava – em uma radiola antiga. A calçada alta fazia a rua parecer distante e falamos de sonhos – os meus – e de como você se orgulhou ao ouvir minha estreia no rádio. Eu, uma menina ainda nos meus quase 16 anos estreava um programa de rádio. Era seu maior sonho me ouvir através das ondas do rádio. Falamos dos meus irmãos… e você dizia como eu deveria cuidar de cada um. Falamos de silêncio, de como as palavras nos moldam, nos podam e de como eu deveria dizer no rádio para atingir os corações de quem me escutar.

Depois, veio a mariposa enorme e pousou em minhas mãos e você falou sobre acolhimentos, superação e coragem. No outro dia, eu era puro medo. Medo de seguir sem sua orientação. Medo de me perder nas escolhas e medo da sua falta.

As coisas nunca mais foram as mesmas, mãe… As coisas mudaram e mudam o tempo todo e de vez em quando a coragem me falta nesses vãos da vida. Mas, eu sigo firme aqui… e repito várias vezes as frases que dissemos naquela última noite sua nessa vida.

Você deixou poucas fotos e a gente quase nem tem registros de momentos juntas. A foto que ilustra essa carta tem você e seu vestido florido, em preto e branco – o primeiro, depois de um luto quase eterno desde a morte do meu avô – mas que me lembro das cores lilases das flores e que já costurei vários iguais, só para te sentir mais perto.

Sabe, mãe… eu agora crio histórias, e o rádio ficou apenas nas lembranças. Mas, eu vivi muitos anos dele. E conquistei pessoas que até hoje rondam minha vida. Você não ia acreditar que hoje, através da internet uma rádio pode ser ouvida em qualquer canto do mundo. As coisas não são mais as mesmas. Tantas coisas você deixou de viver e sentir.

Mas, sabe, mãe… de uma coisa você estava certa. As minhas mãos se tornaram pouso para muitas coisas. Aves, pessoas, insetos, borboletas… tudo que você pensar, pousam em minhas mãos. Basta tê-las estendidas.

Eu ainda deixo as portas abertas para o vento entrar. Eu ainda assovio para chamar o vento… eu ainda olho para o céu buscando imagens em nuvens e eu ainda falo com você em voz alta, como se estivesse aqui, por que sei que de alguma forma você sempre estará… e eu ainda sigo os ensinamentos seus para ser uma pessoa melhor.

Te amo infinitamente!
Mariana Gouveia

infinitamente

*Feliz primavera!

Andamos lado a lado enquanto eu ia em direção ao ponto de ônibus. Percebi como ele cresceu, e senti que ele queria falar e começou a dizer:
– Eu não entendo algumas coisas.
– Para te falar a verdade eu não entendo muita coisa também. – Tentei buscar uma explicação mais plausível para que a conversa fluísse normalmente – eu, por exemplo não entendia por que meu filho adorava ouvir Link Park. Hoje, eu entendo.
– Entende Link Park?
– Entendo a poesia através dos instantes que meu filho ouvia Link Park.
 – Não entendo poesia.
– Não é para entender. É para absorver.

Silêncio…

– Como se absorve poesias?
– Sei lá. Fecha os olhos, respira…inspira. Solta o ar e você acabou de comer poemas.
– Humm. Acho que sei como é.

Silêncio…

 – Esse silêncio é poesia?
– Pode ser. Depende da maneira que você vê.
– Então tudo que vejo pode ser poesia?
– Sim e não.
– Pode ser mais específica?
– Esse momento pra você é o que?
– Puxa, eu pergunto e tu me tascas pergunta pior? Quando converso com você minha alma fica leve. Vou embora mais sábio.

– Poesia. – Digo isso emocionada, mas não o deixo perceber – Isso é poesia. Só depende da maneira que você vê. Quando a menina da sua escola, passa por você e parece que o vento vai atrás dela e seu coração dispara quase ao ponto de sair da boca e você mal consegue disfarçar, isso é poesia.
– Isso é bruxaria. Te contei isso faz dois anos e tu lembra?
– Me lembro de muitas coisas que falamos e isso também é poesia.

– Sabe que dia é hoje?
– Sei e isso para mim também é poesia. O dia em que você nasceu e quando você nasceu nos meus braços e eu te mostrei pra sua mãe… eu disse a ela que você nasceu abençoado.
– Hum…
– É verdade! Você nasceu no dia em que se inicia a primavera… A estação mais linda… e por onde passar levará e espalhará sementes de bondades. E eu, fui a jardineira que ajudou você a nascer.
– Gosto quando você fala dela. As lembranças que mantenho vivas em mim são das coisas que me fala.
– Também trago muitas lembranças dela em mim. E a sinto mais viva nessa época. Você só precisa lembrar dela com carinho e viver teu caminho, cuidar do teu jardim… e isso é poesia.

Silêncio…emoção…

Entrego uma coletânea de Fernando Pessoa em um papel de presente. As palavras vagueiam entre nós com cumplicidade.

– Uma vez, eu ainda era menina. Nós fomos à beira de rio pescar e lá na beira do rio, eu comecei a construir uma casinha de areia porque nessa época eu nem sabia de castelos; construí aquela casinha com tanto primor e meus irmãos me diziam que eu era boba ao construir aquela casinha tão linda, ali de areia, se íamos embora no fim do dia e eu não poderia levar a casa comigo. Na hora, eu quase parei de fazer e ia desmanchar tudo, mas, eu retruquei e disse:

– Não vou poder levar ela comigo, mas vou poder dizer que fiz a casa de areia mais linda que pude e vou levar comigo o sentimento de ter feito e vivido esse momento.

– Seu ônibus tá vindo… mas antes, deixa eu te dizer que enquanto eu fizer anos e mesmo que tu fique velhinha eu vou me lembrar desse momento em que você me ensinou a viver poesia.

– Feliz primavera, menino! Viva tua estação lindamente. O mundo é teu jardim!
 

Entrei no ônibus e ainda pude avistá-lo com o sol colorindo o dia dele. Segui em direção ao dia com a sensação de ter ganhado o mundo…

Mariana Gouveia/Lucas Steffano

* Lucas nasceu em minhas mãos em 2004, em uma manhã de primavera. Sua mãe, Leonora foi uma presença linda em minha vida e se foi em 2012. Desde então, em todo início de primavera, eu e Lucas plantamos sementes em abraços e afeto.

Das rotinas · Divã

Horóscopo do dia

Me pediram o horóscopo do dia. A pessoa que fazia isso morreu – ou viajou, ou mudou – sei lá!
Há uma contradição dos astros hoje. O astral me povoa. Cria multidão em mim. Estrelas cintilam nos olhos dela.
O vento empurrou Júpiter para perto de Vênus. Marte partiu.
Seu signo combina com o meu. O Decanato mora na esquina da rua detrás. Chamam-no pelo apelido. Nunca atende pelo nome dele.
Hoje será seu dia de sorte. Amanhã também. Isso se não enlouquecer pensando nos sentidos que as várias fases da Lua tem.
O tempo muda hoje. Continue nas rotinas do dia.
Vai conhecer o amor da sua vida – isso, se já não conheceu.
Momento dos mais benéficos para viver ou morrer.
De amor.

Mariana Gouveia 

Divã

contraventor

Fala das horas mortas – embora vivas – todo dia.
Do fascínio que uma menina faceira provoca nele.
repete o nome dela infinitas vezes.
Assiste sua dança no seu quintal.
A chama de deusa e eu, atrevida, dou-lhe o nome de deuso.
Nome que achei para a magia das palavras que ele assopra em um teatro de ousadias.

É contraventor.
Usa anagramas e se perde dela em um céu vermelho quando desaba um temporal.
Não se cala, fala, inventa idiomas, cria cidade.

Como as mãos da cartomante, corta baralho de linhas e letras.
Dá voz ao poder de lua, mesmo ela querendo minguar.
Mas toca o que é proibido,
Porque ousa quebrar os espelhos
E me chama ela pelo nome que acha mais bonito.

Pinta flores em carvão ou giz
usa origami mesmo sem dominar.
Chama os ventos astrais para as marcas da pele
onde o vento não voa e cria mais sentidos numa noite simples.

enquanto eu, em sessão solene vivo a poesia
porque a ousadia não pode parar.

Mariana Gouveia
*imagem: Tumblr 

Desvios para atravessar os quintais · Meus Livros · Projeto Diário das quatro estações · Scenarium Livros Artesanais

Fazia o chá para além das xícaras

– era a espera antecipada da estação –
amanheceu hoje com gosto de inverno.

O meu quintal é alheio a tudo – tem vida própria – pássaros cantam.

Refaço horóscopos para o mês seguinte. Os astros estão em ebulição. A natureza grita pelo vento de um furacão.

Veria algo novo no raiar do dia…. A maresia chegou de mansinho pelas palavras dela. O pássaro voa alheio a tudo. O cão late na folha seca que cai.

Remexe nas sementes perdidas. Escoa a água da pia. O chá ferve.

Aprisiona desejos secretos. Ri sozinha dos pensamentos loucos.

Refaz o roteiro do horóscopo. Alterna os dias. Gelo para a luxação do pé. A dor acalma quando a alma dança. Chorou no poema que leu. Havia coração em toda parte.

Morde a fruta e vai esperar o dia de amanhã.

Mariana Gouveia
Desvios para Atravessar os Quintais
Entre uma estação e a primavera
Scenarium Livros Artesanais

Corredores, Codinome Locura · Das palavras das cartas

 Deixa o coração se apaixonar pelas paisagens.

Meu caro Obdúlio,

Já te contei várias vezes sobre meu lugar… acho até que você conhece as rotas e os meus desvios. Mas hoje, te pego pela mão e vou te mostrar logo aqui, a 100 km o meu Pantanal.

Deixa o seu coração se apaixonar pelas paisagens que vou te mostrar. A entrada se dá por Poconé, uma cidadezinha típica do interior – mas com tantas riquezas culturais como o cururu e siriri, a cavalhada e a apresentação dos mascarados. Uma tradição secular por essas bandas.

Sabe, moço, uma das tradições desse povo é a fé. Está por todo canto estampada… seja nas festas de Santo – a de São Sebastião é a mais tradicional – ou nas igrejas centenárias, como a igreja do Menino Jesus, datada de 1922.

Só delas eu falaria por dias… mas essa missiva tem o dever de te mostrar o Pantanal por meio de suas paisagens bonitas, conhecidas no mundo todo. Por isso, vou ser mais poética e te mostrar sob meus olhos a maneira que vejo essa biodiversidade fantástica. Já adianto que vai faltar espaço.

Os ipês nessa época se vestem para a festa e transforma o lugar em um jardim tridimensional. É lindo de ver!

E o pôr do sol, moço… é de encantar ou se apaixonar – você escolhe – e as aves fazem a festa nessa hora… Os tuiuius, gaviões, garças, as freirinhas, os papagaios e as araras são um show à parte. Não vou conseguir colocar todas as fotos…. Vamos deixar isso para quando você vier ver de perto.

E os jacarés, que vi de tão pertinho que podia tocá-los, assim como a cobra – para susto e desespero do meu marido – na beira da estrada.

Vi de pertinho uma comitiva e a boiada – foi como estar na novela, arraaaa – atravessando na margem de um rio quase seco de tanto que o homem devastou por aqui.

Na verdade, moço, somos nós que fazemos mal para a natureza… mas, como eu só queria te mostrar pelos olhos do encanto meu lugar, finalizo com a imagem que me fez falar uau. Sei que vou ficar devendo mais paisagens, mas quem sabe, um dia posso te mostrar pessoalmente.

Abraço carinhoso,

Mariana Gouveia
Missivas de Setembro
Scenarium Livros Artesanais

Estão junto comigo nesse projeto
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Roseli Pedroso e Suzana Martins