A neblina esconde as flores que nascem.
Da esquina, se vê apenas a solidão. Um gato no muro, um pássaro na árvore que ainda não amanheceu…
O vento faz com que o frio pareça mais do que está.
O homem da reciclagem com seu gorro de sempre – faça frio ou calor – com o emblema do time preferido, a empurrar a carroça cheia de garrafas pet e a melodia de todo dia a ecoar nas ruas do meu lugar.
Ele cantava a vontade de voar e de quanto as ruas o enchia de paz…
” eu uso os poemas para saber…”
e a folha que caiu tudo no dia seguinte era galho seco hoje…
A garoa dançava na luz difusa do poste e a lua era apenas um risco no céu. Enquanto todo mundo prevenia a liberdade de ontem e acreditava na injustiça de amanhã, eu apenas caminhava contra o vento e o frio.
Mariana Gouveia

J’aime Beaucoup !!!
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Imagético, impressionista… tão atmosférico poema.
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Grata tanto!
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