
Era ainda no tempo do amor. Eu nem acreditava em esperas. Pássaros habitavam o interno de mim. A vida corria frouxa e passiva. Eu era os olhos dela para o encanto. Ela, o encanto de mim. O tempo passou. Veio luas e estrelas. Aconteceu o perdido na dimensão do fim. E eu virei espera nas horas vazias. Fiquei oca de ninho. Um pássaro de luto repousa em meu olhar. Nem tem vontade de voo, apenas repousa em saudades. Tão eu, na janela, a esperar.
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega – Roseli Pedroso e Suzana Martins









