Projeto Diário das quatro estações

Sim, ela também escreve diários…

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Escreve e dar sabor às palavras. Ela escreve notas breves – agridoces – da vida e com isso nos coloca dentro dele.
Sim, ela também escreve diário e mistura poesia e cor. E com isso se colore dentro das palavras e tinge o universo com o encanto das cores
Sim, ela também escreve diário e com seu riso as palavras dançam na expressividade do abraço, do aconchego e da oferta.

Doação essa que oferece notas diárias de amor, do dia a dia e da vida.
Sim, ela também escreve diário e em cada letra que escreve nos oferta o sabor das notas e dos instantes vividos.
Sim, ela também escreve diário e como quem sorve a vida nos presenteia com Construção da primavera.

Ela é Adriana Aneli Costa Lagrasta e lançará   Diário das 4 estações: a construção da primavera, junto comigo e mais duas lindas. O lançamento será pela Scenarium Plural Editora.
No dia 27/08, às 16h, na Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94 – Consolação
SP – SP
Aguardamos você lá!
Mariana Gouveia
*imagem : Atelier Flávia Taiano Escultura de Flávia Taiano inspirada no conto “Amizades Particulares” do livro {amor expresso} de Adriana Aneli, ed. Scenarium Plural

Lunna Guedes · Projeto Diário das quatro estações · Scenarium Livros Artesanais

Sim, ela também escreve diários…

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Ela já escreveu diário e ela ainda escreve diário e descreve dentro dele a rotina de sua cidade – várias, dentro de uma – ora nas madrugadas a vasculhar calçadas; ora nos tropeços entre os estranhos e as personagens que busca em cada sombra, olhar.
Ora, o amor e as tempestades que ama.

Ela escreve diário e em cada dia registra momentos únicos.
Os que já li e os que ainda não vi, mas que sei belos diante da alma que expõe nas palavras que escreve.

Aguardo Septum como quem espera a primavera e já adubo a emoções para quando folhear o diário dela.

Ela escreve diários e também escreve missivas – como costuma dizer – porém, dentro das palavras que encanta ela faz ainda melhor quando costura sonhos

Ela é Lunna Guedes e junto comigo e mais duas lindas que apresentarei nos dois próximos dias, lançaremos  Diário das quatro estações. Pela Editora Scenarium livros artesanais.
O lançamento será no dia 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação
São Paulo.
E eu espero você lá!

Mariana Gouveia

 

 

Projeto Diário das quatro estações · Scenarium Livros Artesanais

Enquanto escrevo… penso nas linhas alheias

coisas

Me vi em uma poesia feita, transversal. Dentro das missivas que uma me envia. Eu era literária numa esquina e mais três meninas me acompanhavam. Havia setas para todos os lados. Diários indicando um ano dentro das quatro estações. Encanto-me pelas leituras alheias. Há ilustrações desenhadas na alma de alguém. As indicações confundem meu estado de ser. Sorvo a delicadeza da doação. Aprendo no instante do agora. Um sábio me disse que era preciso saber ser alada. Do alto, no voo o que se tem de seguir é apenas o vento. Veio do sudoeste o desalinho todo.

Conto as horas para o dia seguinte. Enquanto escrevo colho a delicadeza do abraço nas palavras delas. Viajo no poema que uma dedica aos domingos. Sorvo o expresso que a outra serve em poesia e me encanto com a arte da outra. E assim, nesse estado de ser sou gratidão na alma, pelo que aprendo dentro das estações que visito nas palavras delas.


Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

Projeto Diário das quatro estações · Scenarium Livros Artesanais

Sou eu ali naquelas linhas…

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Depois de uma poliquimioterapia virei poli. Poli gratidão, poli esperança…poliamor. Passei a vivificar os dias através desse amor…e descrevo esse amor no meu diário. Sou eu ali naquelas linhas…

Eu mesma…a menina que sonhou. A menina que sonha e a mulher que ama. De diversas maneiras, o amor rege minha vida, absoluto. Vivo isso no dia a dia e dentro dos dias me defino feliz.

Enfrentar uma doença grave me fez mais forte. Me fez mais leve, mais corajosa diante da vida. E dos dias. Às vezes, eu choro e rio. Às vezes, eu rio e rio – às vezes, mar – maresia sem nunca ter sentido a sensação de sal na pele, mas com o sabor na boca a programar saudades, vontades. No tato com a natureza sou pouso. Aprendi a ser escolha e minha escolha foi ser livre. Na beira do abismo você tem opções: ou pula ou volta…eu escolhi voar.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

Projeto Diário das quatro estações · Scenarium Livros Artesanais

A cidade por trás das palavras…

Sol

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
(Daniela Mercury)

 
Escrevo- me nas ruas ainda desertas. Um cão late na rua de cima.
É na madruga que as palavras me tinge de cidade.
Nunca sei se sou eu que espio a cidade… ou se é ela que me vigia. Sei apenas que me coloco dentro dela, passo a passo.
O sol vem surgindo – a cidade começa a acordar – e seus raios envolve a vida no meu quintal e dentro de mim.
Quando amanhece de verdade, ela passa a ser dourada. O sol colore as vidraças dos prédios. Queima a pele ou acaricia – depende da visão por trás das ruas, dos muros.
As minhas palavras, às vezes, alcançam as nuvens. É céu de encantos no meu lugar.
Meço o azul até aonde a vista alcança. O ouro do sol e o calor típico dela é como aconchego.
A tarde, as sombras vão se transformando em silhuetas e mais uma vez, minha cidade fica dourada de sol…que beija o rio, as árvores, as casas e minhas palavras.
O lugar de fé inicia seu ritual. O mantra me corrige dentro do agradecer.
É quando as palavras dançam dentro de mim e vão dormir nos arredores da minha cidade.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

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O que eu escrevo em meu diário…

Diário das Qautro Estações

Escrevo histórias.  Com ele, abro infinitas possibilidades. Já escrevi esperanças.
Hoje, escrevo esperas. Chegadas. Partidas.
Escrevo os dias de férias, de aconchego no colo de pai. – escrevo lembranças…de choro. De risos – escrevo sobre o amor.
Às vezes, apago tudo e escrevo de novo. Dou os detalhes das noites de insônia. Das noites de Lua. De estrelas. Das madrugadas frias ou quentes.
Escrevo sobre a estação da minha alma. Desenho os pingos da chuva. Exclamo entre letras as tempestades e seus trovões a ecoar. Molho as páginas dele com lágrimas de alegria e algumas poucas vezes, de tristeza.
Conto nas linhas as perdas e contabilizo os ganhos – sou abençoada – sempre.
Descrevo nele a textura da pele dela que em meus momentos mágicos é tão alva e em braile traço mapas e as rotinas todas do amor.
Escrevo nele a previsão do tempo. A simbologia dos astros. A precisão que a alma tem de escrever. Falo do que vivo e aprendo. Falo do sabor das frutas temporãs do meu quintal. Das flores variadas que nascem aqui. Da natureza que invade meu lugar e do vento que insiste em morar aqui.
Falo do amanhecer e do sol se escondendo no horizonte… dos tons de laranja a esparramar em meu quintal.
Das canções que a vida cantou para mim e das poesias que transformo em música.
Das nuvens a lembrar desenhos e letras, mas principalmente, sobre a magia dos toques em minhas mãos.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

Projeto Diário das quatro estações

As quatro estações da minha escrita.

collage

Já tive invernos congelantes
onde a palavra era calor…
onde o aquecer da alma é vida…
Já vivi verões intensos, fugazes.
Primaveras risonhas e outonos silenciosos
onde internamente as palavras gritavam.

Às vezes, em alguma das estações sou essa constante escrita;
em outras, sou esse calar num grito…
Mas ainda assim, voz.

Em outro tempo, dentro de certas estações
sou semente que brota.
Nota mental do que era para ser dito

mas, que não foi preciso.

Porque não era a estação certa de falar –  apenas escrever.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

Projeto Diário das quatro estações

As quatro estações do ano

flores

Embora eu more em uma cidade onde existe apenas uma estação e meia praticamente durante o ano todo, é em pleno inverno que a primavera reaparece nos ipês. Como uma antecipação a cidade fica toda florida com a exuberância do amarelo das flores e em algumas partes, o rosa suaviza o tão concreto dos prédios e casas.
O outono simplifica a maneira de ser nas flores de mangas e cajus à espera da tão desejada chuva.
Já o verão, ostenta diariamente seu lado de rei por aqui.
O sol brilha o ano inteiro.  Brincamos que há um sol para cada um dos habitantes.
Às vezes, vivo todas as quatro estações em um dia só – raro isso – mas apesar de tudo, dentro delas desenho meus dias.
Rabisco na sintonia das palavras o sabor de cada um dos sentidos.
O meu quintal revive o outono quando dança com as folhas que caem, tingindo de dourado o chão.
Na primavera, as flores se tornam amparos para minhas borboletas e joaninhas. E sob a Lua, o cheiro perfuma meu lugar.
O inverno antecipa a chegada das flores e nessa hora, o meu coração se aquece e eu sou pleno verão.

Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
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Projeto Diário das quatro estações

Sim , eu também escrevo diários

Sim , eu também escrevo diários

A primeira vez que vi um diário foi através das mãos da minha mãe.
Era todo enfeitado com um pássaro na capa, feito com pedaços de pano e o pequeno cadeado com chave já me dava a sensação de segredo.

Com mais três irmãs e três irmãos era fácil perceber o cuidado e a sensibilidade dela. Quando eu escrevia a palavra amor logo começavam o coro do: tá apaixonadaaa! E isso durava um dia inteiro e às vezes, até semana.
Naquele pequeno caderno era onde eu apontava meus segredos e guardava minha intimidade. A chave era motivo de procura pelos irmãos enquanto ganhavam broncas de minha mãe.

Com o tempo, a chave foi perdida e como para eles tudo que era fácil perdia o encanto, pararam de me perseguir e passei a escrever sobre os dias. Tudo era motivo de palavras, poemas ou mesmo uma frase.

Ali, em alguma das folhas foi colado o tecido da roupa que eu mais gostava. A renda do primeiro soutien…a mecha do cabelo em seu primeiro corte. O brinco que era um grão de arroz e por descuido meu foi perdido um.

Logo, o pequeno caderno encheu e outro veio tomar seu lugar. Desde então, os dias eram descritos com a intensidade do viver.
As frases das músicas que eu amava e cantava para desespero dos meus irmãos e os poemas que eu amava ler.
Às vezes, quando eu voltava ao pequeno diário ria de algumas coisas escritas. Me espantava com algumas anotações. Meus dias eram descritos da mesma maneira intensa de viver e ainda faço isso com o mesmo amor e cuidado.
Escrever o diário é como embarcar em uma viagem rumo a um lugar desconhecido, onde daqui a alguns anos a viagem se torna visível diante do que leio.
Hoje, de cadeados abertos, te convido a embarcar comigo nessa viagem.

Mariana Gouveia

Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

 

 

Corredores, Codinome Locura

Transcendental

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Dentro dela, o infinito
a pétala suave
o toque íntimo

Dentro dela
o universo inteiro
em pólen e flor

Dentro dela
delírio
Transcendental
coração que bate

pele que sente
(arrepio)
Dentro dela
desejos

Eu.

Mariana Gouveia