
Me vi em uma poesia feita, transversal. Dentro das missivas que uma me envia. Eu era literária numa esquina e mais três meninas me acompanhavam. Havia setas para todos os lados. Diários indicando um ano dentro das quatro estações. Encanto-me pelas leituras alheias. Há ilustrações desenhadas na alma de alguém. As indicações confundem meu estado de ser. Sorvo a delicadeza da doação. Aprendo no instante do agora. Um sábio me disse que era preciso saber ser alada. Do alto, no voo o que se tem de seguir é apenas o vento. Veio do sudoeste o desalinho todo.
Conto as horas para o dia seguinte. Enquanto escrevo colho a delicadeza do abraço nas palavras delas. Viajo no poema que uma dedica aos domingos. Sorvo o expresso que a outra serve em poesia e me encanto com a arte da outra. E assim, nesse estado de ser sou gratidão na alma, pelo que aprendo dentro das estações que visito nas palavras delas.
Mariana Gouveia
Scenarium livros artesanais
Diário das Quatro Estações
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação
Sensacional Mariana… vai ter troco! 🙂
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ebaa!
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