e em cada século repetido o ritual do amor.
Havia chegado com cheiro de maresia e trazia nas mãos o beijo do mar. Se transformou em poema contado dentro do livro. Página a página em ritmo de poesia e o coração tal qual as ondas batia. O nome feito labirinto pronunciado ao vento. Era assim em todos os séculos que existiu e em cada século repetido o ritual do amor. Escreveu quatro cartas para endereços diferentes. Falava do passado, presente e futuro. Desenhou estradas que talvez nunca passaria. Retratou a cidade com seus cheiros, suas calçadas floridas pelos ipês de várias cores. Tentou passar o perfume das ruas através das frases. Imaginou o riso e a emoção de cada um ao abrir o envelope colorido. Contou das nuvens e as manhãs de verão. Explicou os sonhos, detalhou a esperança e cumpriu o rito da promessa. Falou da menina que recusou o livro por desconfiança — afinal, o mundo anda estranho — e perdeu a vontade de oferecer de novo. Escrever não precisa de explicações.
Beijou um a um os acontecimentos e fechou o envelope.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar quintais
Diário das quatro Estações
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eu me perdi no nome feito labiritino. Como faz para sair daqui?
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Fica aqui.. . eu seguro tua mão. ❤
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Lindeza!♥️
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Beijo, Ana e obrigada ♥️
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Eu acho prazerosa fazer a leitura do seu trabalho, Mariana. Gosto muito!!
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E eu gosto muito que tu gostes.
Grata tanto! ❤
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🙏
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