“A vida é tão miudinha que a gente tem que vivê-la ao máximo para ela se engrandecer”
Minha mãe
Bambina mia,
A tarde já ensaia seu final aqui no meu quintal e ouço os trovões para além dos muros… você sabe que meu lugar tem além da ave de todo dia as miudezas que encantam meus olhos. O jardim é enfeitado por elas… E quando chove, eu tento protegê-las.
Eu poderia te escrever e falar sobre as grandezas que enxergo aqui… teria muita história e coisas para contar e mostrar. Mas, hoje, vamos falar sobre essas coisas mínimas, que muitas vezes, nem enxergamos quando passamos apenas o olho ligeiro.
Sabe, bambina, eu fico horas entre a levezas das pétalas e os insetos miúdos que aparecem aqui. Já enumerei mais de 100 espécies. Algumas, parecem partículas de átomos de tão pequenas e não deixam de ser, sendo que somos todos parte desse universo imenso.
Para falar a verdade, eu ia te contar sobre outras miudezas que povoam minha memória e traz lembranças da infância. Mas, essas, estão guardadas no Armário das Maravilhas e quando for possível, falaremos dela. Por enquanto, quero te trazer pela mão enquanto troveja e te escrevo a singularidade das joaninhas e insetos que moram aqui.
Quando me deparo com alguma lady bug – como tu chama – em uma folha, flor, ou capim, eu penso como somos pequenos diante da magia do universo – mesmo imensos em nosso tamanho e ego – e vejo aqui, nesse quadrado de 130 metros quadrados que é meu quintal a magnitude nas miudezas das coisas.
Bambina mia, muitas vezes, uma pequena demonstração de afeto muda o dia de alguém, um afago na cabeça dos cães faz o instante ser feliz, um riso leve para um desconhecido na rua faz ele se sentir em paz, mesmo que por poucos minutos. A gente nem sempre repara na pequenez das coisas… nem sempre somos tocados pelo mínimo, porque de alguma forma sempre queremos o muito. Mas, a vida é feita de pequenas coisas que nos engrandecem, como minha mãe me dizia, lá na infância. E como aqui, uma pequena chuva começa a cair, finalizo essa pequena carta para tocar a grandeza do tuo cuore.
Bacio,
Mariana Gouveia
Projeto Fotográfico 6 on 6
Scenarium Livros Artesnais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Roseli Pedroso e Suzana Martins






Cara mia, essa última foto me fez lembrar de uma tarde de vento aqui em Sampa, com as folhas voando pelos ares, mas uma, em especial, insistia em não se desgarrar. O vento forte e ela agarrada ao galho. Fiquei um bom tempo a admirá-la e vi quando caiu, lentamente. Não havia mais vento e foi um belo voo final. Lindo…
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Você sabe que eu te amo, né? Ou seria Ti Voglio tanto bene!! Os dois juntos? rs
Rá! Trovejou aqui e gritei seu nome ❤
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Que beleza de exposição. Suas fotos são magníficas e suas palavras, lapidadas pela natureza, pela sabedoria e pelo amor a tudo que tem vida. Essa carta pode ter sido escrita para outra pessoa mas senti como se fosse para mim. O correio trouxe no endereço certo: meu coração!
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as palavras chegam no coração certa! ❤
grata sempre!
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Suas miudezas são o próprio Universo, Mariana..
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Muito Obrigada, moço! Abraço
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