Ela nasceu Florinda. Em data que nunca consegui saber, por que ela dizia que o dia era hoje. O aniversário, agora. Logo virou Flor, que no linguajar do povo do interior se pronunciava Fulô. E assim era dona Fulô.
Tinha o dom de trazer as crianças ao mundo. Parteira desde mocinha. Ofício que herdara da mãe, que havia herdado da mãe dela e assim por diante. Nunca teve filhos dela própria, mas tinha uma legião de filhos que ela colocara no mundo.
Era linda, e eu digo o termo ERA apenas para ilustrá-la em vida, porque ainda a acho a pessoa mais linda dos mundos. Os olhos possuíam o azul mais azul que havia num céu sem nuvens, se bem que uma nuvem sempre havia em teu olhar e minha mãe dizia que somente eu conseguia vencer a barreira que ela criara em volta dela, com mistérios, magias e histórias.
Os cabelos, compridos, sempre envolvidos em coque no alto da cabeça, raramente desarrumados. Essa parte de meio flor fui eu quem criou um dia, ao conversar com meu irmão e falar sobre o jardim lindo que ela havia criado.
Ele disse:
– Ela é meio bruxa.
O qual eu respondi rápido:
– Ela é meio flor e meio fada. Porque só quem entende de coisas mágicas pode saber tanto.
Desse dia em diante, o medo dele foi amenizado. Não o perdeu de vez. Só no dia em que aprendeu poesia. Mas isso, é outra história.
Para meus irmãos e os meninos da região ela era uma bruxa de verdade. Alguns até jogavam pedras, meio ressabiados, de longe, quando ela passava. Meu irmão mais velho cismava sempre sobre vassouras. E sobre o que havia no interior da casa. Claro, que eu adorava dar os detalhes e exagerava em alguns que atiçavam ainda mais a curiosidade deles.
Sobre os lustres que pendiam do teto, num lugar que nem havia energia elétrica, mas minha mente criava uma luz azulada, mais irreal do que a bruxaria que imputavam a ela. Algumas coisas que havia sobre a mesa, que nada mais era que os seus apetrechos de parteira, sempre prontos para colocar mais uma vida no mundo… e eu falava da tesoura gigante, enferrujada, e algumas poucas penas de aves, que não sabia quais eram, mas claro que a parte das penas era por minha conta. Afinal, a ave solta que grunhia tanto era uma arara que algum caçador não conseguiu matar e ela salvara cuidando, mas eu dizia a eles sobre ser um urubu, achava eu, e ria por dentro ao vê-los mortos de curiosidade e mais ainda de medo.
No fundo, acho que a fama de bruxa dava-se às roupas pretas que usava num luto infinito que foi desde a mocidade até o fim dos dias, e só fui descobrir o porquê aos 13 anos. Havia perdido o noivo em um acidente e só a conhecendo como eu, e isso, acho que além de mim só minha mãe sabia que ela era uma doçura que ia além das palavras. A bondade e a mania de querer salvar todo mundo, resolver tudo dava a ela um toque de “dona do pedaço”.
Essa fama de bruxa a agradava até certo ponto. Afastava os meninos danados do jardim. Ninguém atrevia atravessar o portãozinho que separava a casa dela da estradinha que levava a floresta. E com isso, os cogumelos “negris” ficavam a salvo. Ela tinha adoração por eles. Conhecia cada árvore onde cavoucando ao pé, saia cada um mais bonito que o outro.
São especiais! – Ela dizia- São como as palavras que pronunciamos… Possuem o dom da cura e da morte. Depende de como a usamos.
“Na Primavera, quando os bosques ficam verdes, tentarei dizer-te o que te quero dizer. No Verão, quando os dias são compridos, talvez tu compreendas a canção. Pois isto deve sempre ser um segredo guardado de todos os outros, entre ti e mim”.
Lewis Carroll Alice no País das Maravilhas.
Ela possuía um dom especial de me descobrir. Quase como guardiã seguia meus passos – para medo e desespero do meu irmão mais velho. Percebia que a parte que ela mais gostava era quando eu lia os livros pra ela. No meu mais encanto puro da idade eu não percebia como alguém que não sabia ler podia conhecer tanto e tudo da vida.
Ela sabia das estrelas, de coisas do tempo – “Vai chover amanhã” – e no outro dia amanhecia chovendo. Sabia quando alguém iria nascer. Quando alguém iria partir. Entendia dos animais e das ervas. Dos frutos e das águas. Onde o rio era mais fundo. Onde podia caminhar.
E a parte que mais me encantava era o saber sobre os cogumelos cogumelos. Onde havia os mais venenosos. Os mais gostosos. Como colher, como embalar. Eu achava que ela tinha poder sobre tudo. E minha mãe dizia que eu tinha poder sobre ela. Que só eu podia fazê-la sorrir, e desmanchar a cara fechada que meus irmãos e os meninos da região temiam e quando minha mãe dizia isso eu me sentia toda boba, porque no colo dela eu descobria a essência da poesia.
Para mim, ela era meio fada, disso eu tinha certeza. O que a tornava mais humana para mim eram os olhos azuis da cor do céu e de vez em quando uma nuvem de tristeza passava por eles. O que fazia com que eu pensasse que ela era fada é que ela sabia de cada segredo meu sem contar. Cada sonho que eu teria sem nem imaginar.
E assim como ela sabia das estrelas cada vez que vejo uma estrela no céu, ou um cogumelo na terra eu imagino o conto de fadas que ela me fez viver.
A parte mais gostosa pra mim era quando nós entrávamos na mata (para desespero dos meus irmãos, que ficavam na entrada, esperando a gente voltar) à procura dos cogumelos que ela espalhara pelos cantinhos que ela chamava de canteiros e só ela sabia onde era. Aquele era meu paraíso!
O cheiro das folhas se decompondo, o verde em tanta profusão de cor. Tudo me levava para um mundo fantástico de faz de conta e que eu vivia.
Alguns eram especiais pra ela, eu percebia isso e também passaram a ser para mim. Tinham cheiro e sabor de chocolate, de castanha… Havia um preparo genioso em cobrir com gravetos, folhas e um ritual que ela fazia ao lidar com eles. A faquinha pequena de corte profundo, que meu dedo já sentiu várias vezes, fazia um furo no chão fofo e úmido e ela os colhiam. Vinham direto para uma cesta especial, onde com todo cuidado não podiam esbarrar um no outro, como ovos que pudessem se quebrar.
A manhã voava ali na mata, e antes de ir embora a toalha era estendida debaixo de uma árvore e o lanche era servido. Acredito que era só por mim, porque ela mal tocava na comida. O suco de limão rosa que ela fazia melhor do que minha mãe, o pãozinho recheado com a geleia das amoras que a gente mesmo colhia, tinha para mim o sabor da mata. Onde quer que eu comesse a geleia de amoras eu me transportava para a floresta, que tinha o encanto e os cheiros dos cogumelos com gosto de chocolate.
A volta sempre era barulhenta. Eu falava do pássaro, da água do rio, da teia da aranha e ela entre um explicar e outro sobre alguma planta parecia imensamente feliz.
E ao voltar pra casa, logo na saída da mata, meu irmão mais velho, com o capim habitual na boca queria saber de tudo… e minhas histórias tinham o sabor dos cogumelos com sabor de chocolate.
Mariana Gouveia
Agosto é o mês dos sabores e de B.E.D.A Participam desse projeto: Claudia Leonardi – Obdúlio Ortega – Lunna Guedes – Roseli Pedroso – Adriana Aneli –Darlene Regina
Quis te escrever para falar da pedra que você me deu e lembro-me o dia e do que falamos na ocasião. Admirei a ônix – assim pensávamos que era – e detalhei para você o sentido da palavra e da misticidade que envolvia a pedra. Embora, acredite na simbologia da pedra/palavra e quando falava que uma de suas características é capaz de elevar nossa energia vital você me deu ela.
Dentro do abraço de amigo, a gente falou sobre os rituais e de que ela seria essa fonte de proteção do lugar, onde quer que estivéssemos… Acredito nisso… não importa onde estamos o elo fica no universo e volta em pensamentos bons.
Pois bem, a pedra, que por um acidente caiu de minha mão, lascou e como pode ver na foto que acompanha essa carta, mostrou que era apenas uma tinta que alguém passou e vendeu como se ônix fosse. Na hora, pensei em te ligar e falar sobre… não que fizesse diferença para mim ela ser uma simples pedra – pintada, claro – mas uma simples pedra… Ao invés de ligar, resolvi escrever. O moço da loja de artigos místicos te enganou e vem enganando tanta gente… Fiquei chocada, Pedro! Eu mesma comprei uma turmalina para presentear um sobrinho que ama as pedras, assim como eu e eis que numa tentativa de descobrir, joguei-a ao chão e não é que também era uma pedra comum?!
Mas, como não quero ser pedra no caminho de ninguém deixo que o destino cuide das pedras do caminho dele… e o que quero te falar é que apesar de não termos o mesmo contato de antes, e nossas conversas longas sobre, livros, pedras, espiritismo, tatuagens e donuts – que eu morro de vontade de comer – e combustíveis a energia vibrante que te ronda cabe aqui em mim em forma de oração.
Embora a cor da pedra real esteja longe de ser ônix, o significado dela permanece aqui. Riso farto, alma limpa, plantar e colher, ação e reação… essas coisas que acredito que o universo nos dá de acordo conforme o que pedimos.
Que você continue forte, inspirado e amigo… e as cores que te tocam na forma simbólica de alegria sejam as dos donuts mais deliciosos que comi.
O caminho até a casa dela era encantado. Um pequeno trilho entre os arbustos que meus irmãos diziam se tratar do Caminho da Armadilha. Em cada planta ao redor havia um jeito dela e era remédio, ela dizia que podia curar qualquer doença, mas também podia matar. – Por isso, crianças, cuidado com o que põe na boca. – ela gritava sempre da janela quando percebia meus irmãos de olho nas frutinhas vermelhas que se apresentavam em uma árvore logo além da cerca. Parte da vegetação era cerrada e as frutas, muitas, que em sua maioria a gente conhecia e comia. O cerrado nos dava iguarias que não se via em outra parte. Mas, o que mais me encantava eram as teias de aranha que logo pela manhã, quando íamos levar o leite se estendia feito rede ao longo do trieiro, cujas gotas do orvalho da noite formavam colares na mata entre uma árvore e outra. A tecelã da magia era mais um termo poético que ela usava e eu só percebi isso depois. Eu não entendia como os meninos da região, incluindo meus irmãos podiam temer a fada -meio bruxa – meio flor se ela só vivia poesia. Eles nunca ultrapassavam a porteira, que rangia ao pequeno encostar e a missão de carregar o balde até a casa era minha. E a premiação também. As broinhas de milho eram feitas para mim! Eu adorava essa parte da manhã. Descarregava minha ansiedade em perguntas sobre qualquer dúvida que tivesse enquanto o cachorro Lamparina me cheirava e latia pedindo um pedaço da broa. Ali, eu ouvia a programação do dia: a cata dos cogumelos, a colheita das folhas, o nascer de um bebê na fazenda vizinha… E eu voltava saltitante e meus irmãos respiravam aliviados… enquanto eu ia correndo na frente vendo as teias enfeitando de colares a floresta.
Fazíamos aquela rota duas vezes na semana. Entrar floresta adentro. Ela sempre ia à frente com seu andar manso e olhar investigador. Meu irmão mais velho, lá atrás, de vez em quando apertava o passo para me manter sob vista e com o capim na boca. Eu perguntava sobre tudo. Que flor era aquela? Que pássaro cantou? Que barulho foi esse? Ela sempre respondia com mais coisas do que eu havia perguntado.
Quando o caminho ficava estreito, a floresta se fechava como um portal e já estávamos dentro dela. Eu adorava aquele cheiro, aquelas cores e aquele encanto. Parecia noite ali e era dia claro lá fora. Era como se eu tivesse atravessado o portal entre o segredo do dia e da noite. Colhíamos os cogumelos até o meio dia. Depois era a hora do almoço e quando meu irmão se aproximava mais.
Eu aspirava o cheiro das folhas e tudo que envolvia o encanto e a floresta. Ela vistoriava cada canto onde encontrava os cogumelos, mas dessa vez eu os encontrei, meio ao acaso depois de acompanhar um voo das borboletas.
– Os cogumelos dourados! Gritei…
Delicadamente ela os colheu com o canivete e colocou em minha cesta e ganhei o colar de flores… Depois passávamos a colher as folhas que eram remédios. Voltávamos no fim do dia… E quando saímos estrada afora, além da mata densa a noite se preparava pra acordar do lado de fora. Era como se eu pudesse viver no mesmo dia duas noites. E sempre quando relembro daqueles dias é como se a floresta renascesse dentro de mim.
A foto foi tirada em outro tempo, onde a vida “normal” me permitia te ver. Fui contar no calendário e perdi a noção dos dias. Mas, a minha memória ainda traz a tradição das cartas, enquanto no vizinho as canções antigas me lembram que você gostava das modas antigas e o som da viola – que é o que toca aqui – e chego a pensar que a gente é feito dessas lembranças.
A gente comemorava o dia dos pais, mas a gente comemorava todos os outros dias… e dentro de minhas memórias a roça, a horta e o pomar eram os contextos nos nossos dias. O cheiro do arrozal quase pronto para a colheita, o cafezal em flor tal qual a canção de outrora, as hortaliças exalando o cheiro ao menor toque e as tangerinas no ponto de colher… Os irmãos, no riso, entre uma fruta descascada e outra, à espera de que você fizesse isso para a gente… ali, eu vivia a alegria refletida no aroma de tangerina entre seus dedos. O sabor a fruta era o nosso ponto de amor na partilha. O pomar, apenas o ponto de ensinamento de plantar e colher.
O tempo passa, a gente recorda, busca nas lembranças as coisas e no peito a nostalgia dos dias, pai… E já são tantas cartas que te escrevi e ainda assim, não me sinto repetitiva, com a rara exceção do meu amor, que é o mesmo sempre e terno. E assim, no seu dia, te abraço dentro das minhas palavras.
Eu sempre colhi os cogumelos… principalmente os negris – um nome que a fada meio bruxa meio flor colocou para separar os especiais, dela, que curava e podia matar… – Esses – ela dizia. Devem ser colhidos por mãos leves que tocam seda… Eu sempre toquei sedas. Bordava elas em forma de véus com fios de algodão que minha mãe tecia. Talvez por isso, os cogumelos me encantavam, até os mais venenosos e eu ria quando meu irmão passava longe deles, achando que só de passar perto, morreria.
Um dia, à beira do lago que circundava a floresta ela sussurrou olhando minha cestinha cheia dos negris – o psilocybe semilanceata – que segundo ela, bastava um pequeno pedaço para matar alguém. Mas, que sabendo lidar com ele, podia salvar vidas. – Toque nele… e tirou um mais volumoso e colocou na minha mão. A maciez era surpreendente. Parecia que a qualquer momento se transformaria no cetim suave dos tecidos.
– Não! – ela me interrompeu – toque com os olhos fechados e sinta a textura e a emoção dele. Um dia, ao leve toque da alma entenderá esse momento. E saberá o que quero dizer. Quando as emoções transpassarem a fronteira do querer e a vontade ser mais forte do que o que tem que ser… me entenderá. Aí, eu já serei poesia. E você já viverá poesia. E mesmo que seja um sentimento passageiro será tão intenso que será eterno.
Hoje, quase 47 anos depois eu entendo e sinto a linguagem do toque e para não esquecer, cultivo minhas memórias regularmente… Cultivo elas como se fossem flores para que esses momentos permaneçam em mim, assim como a poesia que ela tanto falava.
As paixões, quando mandam em nós, são vícios. Blaise Pascal
O tema do 6 on 6 de hoje é vícios… Poderia falar sobre vários temas dentro da imperfeição que a palavra define. Considerado como ruim, a palavra derivada do latim vitium me levou por outros caminhos… Ouvi de amigos desde sempre sobre meus “vícios” dentro das coisas que gosto e me fazem bem e no fim, fazem parte de minhas paixões… estão preparados?
Xícaras… Mais do que a palavra café, um dos muitos vícios que tenho são as xícaras. Tenho uma infinidade delas, de variados tamanhos e modelos diferentes. A maioria delas foram presentes de amigas. Algumas, perdi após quedas ou estão esquecidas em alguma caixa ou baú… As das fotos são as que estão sempre à mão… seja para uso, ou expostas na estante.
Artesanatos… ainda menina aprendi o crochê e o bordado. Já adolescente, além da pintura, me apaixonei pela máquina de costura e seu poder de juntar retalhos e transformá-los em arte. Desde então, como artesã – acho que minha primeira profissão – passei a fazer vários tipos de artesanatos e esse é um dos “vícios” que me acalma, e me rende uma renda extra no orçamento.
Fotografia… sem dúvida é o “vício” maior que possuo… O meu quintal é o lugar preferido e os pássaros, joaninhas, borboletas, etc… os modelos preferidos. Onde estou, sempre tenho minha câmera – ou câmeras – comigo. E sim, eu ainda uso a velha Kodak, com seus filmes 35mm, e em sua maioria das vezes, em preto e branco. Costumo dizer que comecei na fotografia, mais por hobby e levada pelo problema de usar imagens de internet com seus direitos autorais e resolvi usar minhas próprias imagens. Sem nenhum conhecimento técnico, seguia apenas o impulso e apaixonei. Claro, que depois de um tempo fiz alguns cursos, aulas e aperfeiçoamento com leituras e estudos sobre fotografia, embora, as câmeras dos celulares hoje, ganham em imagem, nitidez e rapidez. Mas, eu ainda prefiro as fotos de minhas boas – e nem tão velhas assim – câmeras.
Cartas… esse é um vício desde a adolescência… escrever cartas. Adoro o cheiro do papel, a letra de quem envia… os envelopes coloridos e as palavras. O carteiro da minha rua já sabe dessa paixão e embora possa colocar a carta na caixa de correspondência, como faz em todas as outras casas, ele disse que prefere ver a alegria do meu olho ao pegar o envelope. Não sei explicar a sensação de abrir o envelope e ler… nem da emoção de responder uma carta recebida, seja de parentes dando notícias, ou mesmo de alguém do outro lado do oceano falando de poesia e mar…
E por falar em mar… as conchas marinhas me encantam. Mesmo sendo alguém que nunca pisou na areia do mar. As conchas chegam até a mim trazendo o barulho do mar e a poesia marítima – ser que sou – e oceânica que quero ser. É algo que não sei dizer ou explicar… sou quase maresia, mesmo sendo gente de rio e córregos.
E a caçulinha dos vícios – entre outros tantos menos danosos – as suculentas. De várias espécies e tamanhos e não couberam na fotos todas juntas. Passo horas inteiras cuidando, admirando e até conversando com elas. Há a preferida, a diferente, a comum – e ainda assim, magnífica – a mais nova, a que mais cresceu e a que precisa ser mais cuidada e no fim do dia, na leveza do tempo e no quintal, a observação delas.
Se você chegou até aqui, não diria que meus vícios sejam vícios… o chocolate – hummmm – o doce de leite da infância… e o café de todo dia cabem mais aqui, talvez… porém, a minha realidade caminha por atalhos diferentes e entre um gole de chá ou de café, essa sou eu.