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Eu preciso vigiar a aurora

Junho, 1

Bambina mia,

junho é uma imensidão de lembranças em mim e sei que para você também… e o calendário me traz datas que acendem as memórias. Para mim, as manhãs não aconteciam em azuis e sim em verde e amarelo dos milhos e tinha a fragrância doce dos quitutes feitos para as festas de santo que meu pai tanto amava.

Foi em um 1° de junho que te descobri e também descobri o tuo menino. Saber-te através das missivas que você fez para ele para comemorar o dia dele me uniu à mesma data de meu pai. Depois disso, acredito que o próprio destino foi cruzando nossas linhas, quintais e histórias.

A pamonha que meu pai falava sempre acontecia nos junhos de minha vida. Curau, polenta, canjiquinha e um tanto de infinidades de pratos deram sabor à minha infância. Algumas datas ficam dentro da gente e mesmo tendo marcado um x em dias outros especiais para a gente no calendário o dia fica ativo na memória.

Posso dizer que poucas pessoas tiveram o privilégio que a gente teve. Eu conheci dois homens maravilhosos e um deles foi meu pai nessa vida e o outro foi o homem mais gentil que atravessou meu caminho. Quis o universo de os dois terem nascidos em um primeiro de junho.

Poderia dizer que o privilégio se estendeu porque essa data me trouxe você, então, o dia tem a ternura de abraços e agradecer ao universo por tanto.

Grazie,

Mariana Gouveia

6 comentários em “Eu preciso vigiar a aurora

  1. Não estava preparada para ler essa missiva ao meio dia local… quando o sol alcança o meio, a metade e as nuvens vão deixando o lugar, seja nuvens ou neblina. Aqui, em junho, é impossível saber. Duas pessoas caras, minha cara que nos abraçaram com tudo de si. Melhor é impossível… e vamos nós de junho! Bacio en tuo cuore

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