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Em Cuiabá tem mil museus
E tanta igreja
Que por mais que a gente veja
Sobra uma pra espiar
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Henrique e Claudinho
Bambina mia,
Daqui a dois dias minha cidade completa seus 307 anos… acho até que já te apresentei ela em fotos e textos várias vezes e também já te contei sobre os templos que temos aqui e os da região. Confesso que tive dificuldade em escolher qual foto usar para esse projeto. Há tantos templos que juro que pensei em mudar o rumo dessa carta. Poderia usar meu templo maior que é o meu quintal, o Pantanal, Chapada dos Guimarães e sua magia dos paredões que lembram de fato, grandes templos… mas as igrejas ganharam destaque em meu coração. Cuiabá tem tantas igrejas que sempre falta alguma para se ver. A impressão que tenho é que, mesmo morando aqui há 44 anos ainda não vi todas.
A Igreja de N.S. do Bom Despacho fica no alto de um morro no centro da cidade e já de longe é possível admirar sua bela arquitetura inspirada na Catedral de Notre Dame francesa, faz parte do lindo conjunto de igrejas históricas de Cuiabá. A lenda é que debaixo do morro que a acolhe fica uma jazida enorme de ouro. Fato nunca confirmado.
Não longe dali, no centro histórico a minha queridinha… A Igreja de São Benedito e do Rosário. Sua construção teve início em meados do século XVIII, por volta de 1730, sendo erguida por mãos negras escravizadas que, mesmo diante da opressão, encontraram no templo um espaço de esperança, devoção e preservação de suas tradições religiosas. A igreja foi dedicada a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos negros, e a São Benedito, o santo negro símbolo de humildade e serviço. No dia do santo as ruas laterais se transformam em um salão de festa e devoção. Seu altar todo talhado em ouro encanta ainda mais os turistas e fiéis.
A igreja de Nossa Senhora Auxiliadora sempre me chamou a atenção por sua escadaria e sua cores noturnas. Durante muito tempo minha sala de trabalho ficava em um andar de um edifício voltado para ela e eu adorava quando o dia se encerrava e as luzes iam sendo ligadas e o sino me avisava a hora de ir embora. Era encantador ver as noivas se ajeitarem para entrar na igreja. Criada pelos salesianos tem ligação com um colégio que funciona ao lado.
Para além das ruas e igrejas de Cuiabá, precisamente na estrada para Chapada dos Guimarães, em uma das minhas viagens ao Parque Nacional da Chapada, me deparei com esse templo protestante erguido em 1958, dentro de uma fazenda, hoje patrimônio histórico tombado, se tornou uma Fundação Educacional que é jurisdicionada pelas Igrejas Presbiterianas de Cuiabá-MT, e pela Igreja Presbiteriana do Brasil. Localizada dentro de uma fazenda – que pela Fundação se transformou em internato – fica majestosa ao lado dos paredões.
No coração do Pantanal mato-grossense, a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário em Poconé é um oásis de história e fé. Construída em 1781 com técnicas tradicionais usando óleo de babaçu na argamassa, esta joia do barroco brasileiro resistiu ao tempo e às cheias do rio Cuiabá. O interior é um espetáculo de cores: o altar-mor em estilo rococó contrasta com as paredes em azul colonial e os santos vestidos com roupas típicas pantaneiras. Durante a Festa do Rosário em outubro, a igreja vira palco da dança dos mascarados, tradição única que mistura fé e folclore. A visita combina perfeitamente com um passeio pelo centro histórico de Poconé, porta de entrada do Pantanal. Ao entardecer, quando os ipês ao redor florescem, o cenário fica ainda mais mágico. Nesse dia em que fotografei a igreja, só havia essa árvore que se chama Pingo de Ouro e seus cachos amarelos dourando a paisagem.
E as margens do Rio Cuiabá, no Distrito de Passagem da Conceição – em Várzea Grande, em um lugar bucólico que parece cena de novela está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Confesso que só descobri esse lugar recentemente. Construída com adobe, a Capela apresenta características do final do século 19 com um estilo Colonial e molduras simples. Em 2001 foi considerada Patrimônio Histórico de Várzea Grande.
Sabe, bambina, vários templos ficaram de fora e penso que além da parte turística que envolve a natureza como Chapada dos Guimarães e o Pantanal Mato-grossense, também as igrejas em suas formas variadas e históricas também fazem parte de todo conjunto turístico de Mato Grosso. Estou te esperando aqui para te mostrar. Vem?
Bacio,
Mariana Gouveia
Claudia Leonardi – Lunna Guedes – Obdulio Nuñes Ortega – Silvana Lopes






Gosto desses templos porque contam histórias do lugar, dos povos que ali viviam ou ainda vivem. É uma viagem. E admito que também pensei em usar outro sentido no meu post porque apesar de gostar de igrejas, a palavra templo me remete a outro sentido. rs
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Templo também me leva para outro sentido, outro sentimento. Mas as igrejas daqui tem uma aura mística que nos leva pelas mãos.
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