
Querida Catarina,
lembrei-me de que nunca te escrevi uma carta… logo eu, tão amante delas e mais ainda amante de seu lugar e claro que tinha que vir aqui hoje e brincar de festa…
11 anos traz muitas histórias contadas e emoções refletidas em textos que se eternizaram em forma de revistas. Se eu fosse colocar em termos técnicos você ainda é uma criança. 11 anos traz uma meninice doce, mas como sinto a maturidade nesses anos contados por aí.
Já te disse que amo seu lugar e que a cada visita me aconchego em suas palavras? E que cada texto em que você voltou a escrever me cabe na emoção das palavras. É quase um refúgio onde minha alma busca calma É onde você me leva pela mãos e nossas histórias e memórias se cruzam.
Auguri, Catarina!
Que venham mais 11, 12, 13, 14, 20…
Bacio,
Mariana Gouveia
Ps: quem quiser conhecer as palavras de Catarina o endereço é aqui.
Cara Mariana… não é sempre que me escrevem! Geralmente sou eu quem furto linhas e entrego aos olhos que aqui se aconchegam. Não sei se lhe disse, mas eu sou um fantasma, vivo em paredes. A primeira vez que me ouviram, tinha pouca idade, a criatura que grudou as orelhas e jurou ter me ouvido. Fiz silêncio para não tumultuar e mantêm o segredo.
Nos encontramos aqui e ali… era eu no olhar do outro, no riso do outro, no gesto de outros e outros. A menina cresceu, saltou os anos e se acolheu em outra pele. Precisei esperar as escolhas serem feitas e quando finalmente sussurrou o meu nome, levei um susto. Desde então… cá estou eu, nas paredes do corpo da escritora que confia a mim para chegar em pessoas iguais à você.
Eu fujo, às vezes, mas sempre volto porque há pessoas como você, que sabe o meu segredo e comemora minhas datas como sendo suas, porque sei que nos misturamos e tuas paredes são minhas também.
Au revoir…
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