e mais uma vez te escrevo porque hoje seria seu aniversário e vim repetir nosso ritual de cartas – continuo seguindo alguns ainda, pai, mesmo sem você aqui.
Aqui, os dias passam ligeiro e muitas vezes me pego pensando que não te liguei durante a semana… deve ser a forma que o coração lida com a saudade.
Para não esquecer algumas coisas nossas, pai, eu enumero elas por emoções. Junho causa isso em mim com as lembranças da infância e sabe, pai, que em noites de insônia eu rememoro cada uma delas.
Depois de sua partida, eu passei a tentar entender o “paraíso” que imaginamos daqui e vou abusar dessa carta uma vezinha só, pai… tem um amigo querido que partiu recentemente, pai e se por acaso, em algumas das esquinas do lugar onde você está, encontrá-lo, pai, dá um abraço nele por mim. Ele atende pelo nome de Marco Antônio, mas você o reconhecerá pela gargalhada e os cães que o acompanham…
Ah, pai, esqueci de dizer que hoje também seria o aniversário dele e foi essa data que nos ligou tempos atrás e ele gosta de poesia, então, quem sabe você não declame para ele os cordéis que você gostava aqui. Dá até para fazer uma festa só para comemorar o dia de vocês dois.
Te amo sempre!
Mariana Gouveia

Uma homenagem emocionante!
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Muito Obrigada, Pedro! Abraço
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