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Divago sobre o tempo e suas previsões malucas…

A ausência descrita na palma da mão. Foi ali, que aprendi a voar e descobri novos horizontes. Acabei por concluir que o céu era o limite. O muro era um pequeno detalhe para compreender as barreiras e superá-las. Divago sobre o tempo e suas previsões malucas… o guarda-sorte na rotina dos dias. Uma parede descreve poemas tortos… grafite louco de quem é lúcido por amar. O livro aberto tem o perfume além dos mapas. O oceano é imenso em suas lonjuras no meu quintal. A maresia não conhece a asa da joaninha que baila aqui. O milagre é aquilo que não é natural e era quase dizer que eu estava aqui enquanto você chorava. A cal molhada escondia seu nome onde escrevi poemas… tudo era torto enquanto as tvs liam retratos perdidos na vida. Alguém dizia que a sorte era adivinhada no primeiro sinal e eu não entendia o idioma de quem não conhecia a palavra amar.

Mariana Gouveia
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