A noite se recolhe gesto… acolhe a geometria das horas e o signo ascendente. Desenho histórias vividas através dos acontecimentos inéditos. Era lua de se perder, em algum lugar. Ninguém sabia os caminhos das rotas e os retornos nos devolviam sempre para o mesmo lugar no mapa onde atalhos não são traços possíveis. E são o melhor da viagem, que começa do lado de dentro. Descubro que o meu nome se repete em outras pessoas, com sonoridade nova. Sou duas e ao mesmo tempo: uma… dentro da minha solidão. E em meio a perguntas que ficam no ar, brinco de roda com o dia porque se existe a lua de se perder na aldeia, existe também a de plantar, cortar o cabelo, de pescar e catar ervas.
Qual delas eu sou enquanto escrevo?
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar quintais.
Scenarium Livros Artesanais

Que beleza de texto! Sou fã dos seus escritos! Metáforas que nos levam para lugares e sonhos!
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Ahhh! Muito obrigada, minha flor! Gosto imenso de sua escrita também ❤
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