Fazia perguntas a si mesma
já com a resposta encravada
na garganta
como se fosse lâmina –
pode, mas não deve.
queria dizer
– faço porque quero.
Como a nuvem que traz o trovão
… ecoando céu afora.
Pensou na pureza dos desejos
indecifráveis e suspirou
Nem era farol, nem norte.
Apenas rota –
cruzando caminhos.
Mariana Gouveia
Coletivo de Poesias Mulher de Nuvem
Scenarium Livros Artesanais

Que lindeza de poema!
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Grata, Roseli! Abraços
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