Quando o grande amor da nossa vida e o grande
falhanço dela foram ou são experiências
coincidentes, indestrinçaveis —- uma mesma
e única coisa: bonito serviço —- o menos que
pode dizer-se é da hecatombe, entre mortos
e feridos, só nós é que não havemos de escapar
Rui Caieiro
Querida Renata,
Estava cuidando dos casulos no meu quintal e quando uma borboleta pousou em minha mão me lembrei de te escrever. Ultimamente, tem sido difícil, dentro do nosso tempo, conversarmos… te escrever, seria mais fácil, na docilidade dos dias.
Quando eu te vi – me apaixonei – com esse olhão que desnuda a alma – e atravessei tempos para tentar descobrir onde nos encontramos antes. Podia ser em outro século, em outras eras… podia ser apenas na cumplicidade da dor. Mas, antes das perdas em comum, nos abraçamos e sentimos essa ligação.
Eu conheci o tempo da ternura… do urgente urgentíssimo com você. Da mãe e mulher bravia – medrosa, ás vezes – que vê a bondade e gentileza nos outros. A que se mostra e se esconde.
Renata, eu queria te falar segurando suas mãos, ouvindo suas desculpas esfarrapadas quando erra. O olho grandão com medo da minha bronca. De você eu recebi o silêncio, igual ao farfalhar das asas da borboleta que pousa em meu dedo, como se quisesse a aprovação de que mesmo errando, fez a coisa certa… mas, eu sou daquelas que não acredita que os fins justificam os meios, e mesmo em seu jeito desastroso de olhar e querer me puxar pelas mãos, nesses dias, eu fui apenas monossilábica com você.
Você é a ternura que eu falo… a voz, que mesmo que não ecoe, entendeu minha dor. O abraço que mesmo não dado, foi caloroso. Você foi a cidade, a aldeia, o grito, o silêncio, o refúgio, o mapa que me encontrou e foi puro aconchego mesmo sem dizer nada.
Só queria dizer que a geografia não vai nos separar… eu, quando ver um filtro de barro, vou me lembrar de você e quando ouvir a palavra urgente, vou te buscar nas mensagens e na memória o urgentíssimo com seu sotaque e riso… e eu, que me comovo por tudo, vou lembrar, que em nossas dores, descobrimos que a vida é um sopro e que esse olhão reinventou a palavra amor dentro de mim.
Grata por isso!
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega

🤍
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❤
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Bonjour OU bonsoir
Le jour vient de se lever ou de se coucher
Des mots me viennent à l’esprit
Pour te dire bonjour en toute amitié
Pour te souhaiter une bonne journée ou une bonne soirée
Une belle semaine à venir
Que chaque seconde de ce jour te soit de bonheur et de repos
Ainsi que pour ceux qui travail j’offre ces mots amicaux
Qu’ils vous accompagnent du matin au soir
Certains vont à l’école, d’autres au boulot, à chacun sa vie
Que ces petits mots de tendresse vous accompagnent
Bise amicale Bernard
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E eu cá, a pensar no efeito das coisas…. faz tempo que não encontro um casulo.
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Hoje salvei um da chuva, está ali, a esperar o momento de nascer.
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