O amor dormiu na minha mão… tinha a leveza da asa e fazia o vento gerar canto. O amor chegou com nome de ave, de todo dia, em prece, como oração. Como uma sonata na vitrola antiga. Quase vintage dentro de mim. Ganhou contornos de abraços e tive sorte de voo. Esse amor veio traquino e com rodopios no ar. É um menino, com ares de passarinho. Beija a flor. Diante do espelho ele me vê e busca a alma da flor, que no jardim se abre. Atua como música em seu canto e para as horas de encanto faz de minha mão, seu ninho. Ah, esse amor pequenino que se agiganta e vira presença ali, no canto da sala, no galho da árvore seca do quintal. O amor mora aqui e amanhã surgirá como se tivesse dormido fora e que morria de saudades de mim.
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega

🤍
CurtirCurtido por 1 pessoa
❤
CurtirCurtir
São tantas coisas que moram no seu quintal… as vezes eu também moro por aí, sabe disso não é?
CurtirCurtido por 3 pessoas
Mora sim! Tenho certeza disso!
CurtirCurtir
Lindo…Anjos também moram no quintal…Entre as árvores, entre as flores.
CurtirCurtido por 1 pessoa
Sim, com certeza! Bem vinda!
CurtirCurtido por 1 pessoa