O doce branco do açúcar
a ativar o café torrado…
o bule antigo, com florzinhas
decoradas, cor verde-oliva.
Alguém… na carta disse
que o azul das pétalas lembrava
a cor do céu e que não mudava
o sabor e nem o aroma
do café a espalhar essências
pelos quartos e acordar o dia
na canção.
A mãe teimava que azul era o céu
quando o relógio dava
meio-dia.
Alguém saboreava histórias escritas
mas o livro do sebo não tinha
as dez páginas finais…
E teve de recriar a história
com os irmãos. Depois se descobriu
que a irmã tirou de propósito
as folhas…
O riso do irmão mais novo
era afago… um dia seria palhaço de
circo e viveria a desafiar
o globo da morte.
Não foi…
Mas os filhos acabaram
dentro do globo
da morte-vida
No quarto ao lado,
o baú, na casa antiga
da infância… descobriu
o sentimento que sentia
todas as vezes que alguém
falava de saudade:
Era amor!
Mariana Gouveia
Texto publicado na Revista Plural Inéditos & Dispersos
Scenarium Livros Artesanais


ah, eu imaginei páginas costuradas por mim, uma a uma.
Parece álbum de retrato-vida
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Ganharam mais vida só por isso…
Grazie!
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Um prazer de ler a sua bela letra.
Saudações e abraços fraternais.
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Muito Obrigada, Lincol! Abraço
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👍😃🤗
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