Eu vou pro fronte como guerreiro
Nem que seja pra enfrentar o planeta inteiro…
Emicida
Menina Samara.
Quando li a frase acima no seu story achei que cabia uma carta, dessas que costumo escrever para quem cabe no meu coração. Eu adoro escrever e amo muito mais escrever cartas… às vezes, eu escrevo para ninguém, ou em muitos momentos escrevo para coisas, tipo o vento – já escrevi uma carta para ele e virou parte de um documentário – ou para meu beija-flor.
Tenho escrito para minha mãe – que já se foi há 40 anos, para meu pai e meu filho, que é o elo que nos une. Enfim, escrever cartas me acalma e me coloca em diálogo com quem eu gosto. O destinatário delas é escolhido pelo coração e dessa vez você foi a escolhida.
Li a frase da música de Emicida e pensei nessas pequenas alegrias da vida adulta. As minhas são fáceis de perceber. Fotografar meu quintal, meu lugar, brincar com os cães, cantarolar e tantas outras coisas bobas, mas que fazem com que os dias fiquem mais leves. Torcer para meu time ganhar e se perder, que não seja de tanto que me faça ser a chacota da sala de fisioterapia… e as suas? Onde cabe essas pequenas alegrias em seu peito?
Já vi que tocou a primavera com as mãos, que adora noites de lua, dias de praia e os animais. Seria esse o motivo da frase que a canção repete: “é pra você, amor?” Atuar, cantar, dançar e rir. Ver seu time ganhar… poder falar em nome dele. Ser madrinha da bola… talvez, eu tenha acertado pelo menos uma…
Sabe, muitas vezes não damos valor para essas coisas pequenas e também esquecemos que são elas que transformam as rotinas todas. Um riso para alguém desconhecido na rua, ceder um lugar no ônibus, ajudar alguém a se levantar depois de um escorregão… ouvir um amigo durante um desabafo. São coisas que talvez nem nos toque, mas muda o dia de alguém, porque a gente gosta de se sentir tocado seja por uma mão amiga, um olhar de cumplicidade ou até mesmo caminhar em silêncio. A vida precisa dessa sintonia toda com o universo.
Que você tenha sempre alguém para ouvir: “é pra você, amor… e que as pequenas alegrias da vida adulta te leve para os caminhos do bem e que você tenha a sorte de um planeta inteiro – ou pelo menos toda a torcida do Flamengo – torcendo por você. Eu estarei na linha de chegada com bandeiras e flâmulas vibrando por você.
Abraço carinhoso
Mariana Gouveia

Eu ainda não escrevi ao vento, creio. Escrevi para as estações do ano. Com frequência para o outono. E algumas várias vezes a C., a quem gosto de dizer que conto histórias. E fotografo o meu “quintal” também… no caso, as ruas, as calçadas e os prédios… rs
Cada um no seu quintal, hehehehehe
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Essa minha carta ao vento está na Plural Redemoinho. Eu amo seu quintal e forma como me desenha nele. Grazie!
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Tão linda carta, querida Mariana!
Sinto-me lisonjeada e imensamente feliz por tanto carinho destinado a mim! Carinhos tão ricos, como o tempo que separou para pensar e escrever sobre, as palavras que escolheu para usar, os detalhes que reparas quando posto ou falo sobre algo.
Tens um coração muito lindo e teu escrever é admirável, muito obrigada por tanto!
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Fiquei feliz que gostou e a maneira como me respondeu… Que bom que gostou. Abraço carinhoso
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