“Foi preciso eu partir para saberes o quanto me querias… Mas olha em teu redor…
Podes ver nestas paredes como eu estava quando daqui saí…
O teu abandono começou muito antes de eu fechar esta porta a última vez…”
Élia Carvalho.
Mais uma vez você diz adeus. E mais uma vez, da mesma forma suave de quando partiu. Não sei bem dizer se é adeus mesmo, ou um ponto final estranho na história que escrevíamos juntas.
É quase como um livro que estava a ler e as folhas foram arrancadas na despedida sem respostas.
E de novo, vejo o mesmo vestígio de coisas que não foram vividas.
Sinto inveja das coisas que não vivi com você. De quantos pores-do-sol que você presenciou e eu não estava e já começo a enumerar quantos de novo verei, sem você aqui. E das manhãs dentro das minhas rotinas e do bom dia açucarado com café e da vontade bruta nas tardes em ouvir tua voz.
Tateio na minha saudade já sentida de tudo que não verei e conto as horas do dia olhando o relógio barulhento da memória e suporto mais uma vez esse peso.
Isso sim, me pesa diante das possibilidades de não sentir mais a presença perto.
Por que é assim que será. Tuas impressões afastadas diante do que vejo, para que então eu perceba de fato, que a leveza da vida era quando você estava aqui. E quando ler o poema preferido sentirá que de fato, era eu quem te pesava tanto.
Mariana Gouveia
É abril e é mês de b.e.d.a – blog every day april
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega – Ale Helga – Mãe Literatura – Darlene Regina
só porque hoje não fui aos correios

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*“Foi preciso eu partir para saberes o quanto me querias… Mas olha em teu redor…Podes ver nestas paredes como eu estava quando daqui saí…O teu abandono começou muito antes de eu fechar esta porta a última vez…”*”palavras não são só palavras …fazem -nos fugir para horizontes julgados embalados pelo esquecimento -Maria
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Maria querida! Espero que esteja bem.
Grata sempre ❤
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