Minha querida,
O que eu conto de mim tem a parte daquela rua, onde o rio se dobra e o chuá chuá sopra ao ouvido enquanto durmo. O que eu escrevo tem esse riso de irmão sentado na porta contando meus defeitos e olho molhado de amor. Metade de mim no cabelo branco, com a ruga na testa, suor da sua pele magra, que o tempo contou nos dias. O que carrego é essa história e a terra a cavoucar meu pé… é a lembrança de quem está aqui e não está. Outro irmão que mora longe e a voz ecoa reclamando ausência. O que eu conto de mim é esse riso solto, a colina a desvendar as sombras. Com os codinomes de uma fada louca que desenhou histórias nos meus dias. O que conto de mim tem o cheiro do pai.
O leite servido na caneca esmaltada e a poesia que eu pesco, o ombro ali, e na boca que pronuncia o silêncio toda vez que a gente fala de amor.
É tudo uma reza cantada. O avesso da pele — o som do pássaro — e a ave exótica a cantar no quintal.
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…o que conto é o terço em todas as cores espalhadas entre o dia que acontece dentro de mim.
Desvios para atravessar quintais
Diário das quatro estações
Mariana Gouveia
Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Obdulio Ortega – Roseli Pedroso

E eu leio o que você conta e vou guardando dentro até transbordar como se fosse coisa minha, às vezes, é… rs
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Muitas vezes é… é sim!
Bacio
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Tô fraco, tô fraco, tô fraco!
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capote, capote, capote! rs
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Você consegue expressar de forma poética, o que muitos de nós anda sentindo. Ah, é tão bom. Conta mais…
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você é linda comigo! Grata!
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