Listei os livros que li. E acabei perdida dentro das histórias de que me lembrava. Escolhi nova tatuagem e a frase do dia para a rotina das horas. O vento é esse menino travesso que traz a chuva pelas mãos. A árvore maior sem folhas, o galho sendo motivo de asas. As palavras escritas em um idioma noturno. A história da flor contada de mil maneiras diferentes. Era uma vez… o tempo que acabou. Rio abaixo, todo vento é torto. As flores traduzem a expressão da semente. O coração é essa ocupação constante dos sem ninguém. A lista. As regras. A colheita… perderam-se. As fragilidades secretas traduzem a cor que o jardim inventa.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar os quintais
Scenarium Livros Artesanais
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