para esse nome das coisas.
Virei perfume dentro das suas palavras. Vi uma moça da aldeia com borboletas no corpo. Era feito de sol essa saudade. O jardim endoidou de vez quando percebi o vazio por detrás da janela. O calor assolou o cerrado e a meteorologia colocam vermelho puro no mapa daqui. O lugar de mim esvazia o peito e estende a mão, não sou mais além de sombra onde a asa não me abriga.
Escrevo cartas antecipando primaveras… a impressão do dia seguinte é quase logo ali, no outro mês, já repetido exaustivamente no sistema. O desejo tão líquido quanto a sede – falta água – e a fome de tocar sua mão, tão marítima dentro desse oceano seco de rio.
A ventania consome essa vontade de pouso, onde meu quintal respira maresia nos cantos do muro.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar os quintais
Scenarium Plural Editora

Das veis, não tenho o que falar ou pensar. Fico ali, aqui. Nem alhures, nem nenhures. É mais um quandures. E besta, muito besta eu fico, paradão. A baba na conca da boca. Então eu vou lá, no quintal, escolher as frases, os momentos. Tipo assim: “Vi uma moça da aldeia com borboletas no corpo.”. “O desejo tão líquido quanto a sede – falta água – e a fome de tocar sua mão, tão marítima dentro desse oceano seco de rio.”. E aí me recarrego. Você nem sabe que é um turbopower né não?
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eu acho que turbopower é o que tu faz comigo, tipo com esse comentário…Das veis, tu me enche de lindeza aqui. Gradecida por isso. Muito!
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