
Pai, a vida é esse pouso na mão. Isso de comemorar um dia seu, tem minha implicância desde sempre. Teu dia é todo dia em que seu ombro foi amparo.
Hoje, as janelas se abrem e dizem que vai ter chuva de meteoros. Sei que você riria e diria que quando as estrelas “chovem” alguma coisa de importância acontece. Você era o homem das importâncias. Desde o desencaroçar o algodão e dele, com sua sabedoria na roca, fazer com que aquele capucho vire linha, tecido até o saco pronto para receber a semente.
Pai, o cotidiano é esse céu que se abre quando nasce e se esconde quando ele se vai. Daí, vem as estrelas e essa imensidão de luzes, tal qual os vaga-lumes no quintal.
Você entende essa nossa paixão pelo inexplicável e me apresentou a força maior das orações. Segui o rito de tuas bençãos. A leitura de palavras direcionadas dentro da fé.
A vida é leve, pai e quando me pego pensando em você, sou pura gratidão. Embora, tão longe, estamos tão juntos em tudo que você me ensinou. Sou essa vontade de vento, de liberdade e de alcance. Alcanço nos gestos os afagos de tudo. E tudo isso, devo a você, pai.
E quando tua oferta vem com gesto de amor, sou pouso dentro das suas vontades.
Grata tanto!
Te amo infinito!
Mariana Gouveia
Lindo e profundo como de fato deva ser, mais lindo ainda é poder estar aqui aproveitar esse compartilhar e ler. Obrigado pela partilha Mariana! 🙂
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Obrigada eu, pelo seu olhar. Abraço carinhoso
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Olá, eu curti muit᧐ eesse post! Parabéns!!
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Obrigada!
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