Eugénio de Andrade
Às vezes, me pego descobrindo as cores da manhã, e entre a madrugada se despedindo e ela – a manhã – que se desenha a vida colore diante de mim, o toque.
Um afago ainda com cheiro de orvalho nas asas e o cumprimento se revela no gesto.
E antes mesmo que o sol nasça, entre o caminho do amor e do carinho, as cores se desenham dentro da esperança. O dia – quase em milagre – abre as cortinas do que é belo. O afago no quintal tão meu, antes de seguir rumo ao que o dia se antecipa para mim.
No meu lugar as cores tem a tonalidade dos olhos deles, sem nome de cor exata, mas tendo a docilidade do amor. A ternura descrita entre troca de olhares e nos muros os corações a espalhar vontade de amar.
Converso com a sorte imitando cores, e fazendo com que os pincéis desenhem as rotinas das flores. A estação brincando de viver para além dos muros. A vida a conversar comigo onde o silêncio me cabe. É quase um grito, o suspiro no peito.
A rua de cima amarela a medida que vou ganhando as esquinas. Um dourado se encosta na leveza dos lilases dos dias de agosto. Ainda há a brancura das nuvens em um céu matizado feito quadro de pintor.
E a medida que o ônibus – e o dia – avançam, no bosque que antecede outro lugar, eu fecho os olhos e sou beijada através dos reflexos dourados pelos raios do sol e meus olhos se perdem na tabela de cores que a manhã me oferece até onde minha vista alcança.
Mariana Gouveia
Participam desse Projeto:
| Claudia Leonardi | Maria Vitoria | Lunna Guedes | Fernanda Akemi | Obdulio Nuñes Ortega |






Posso ficar aqui suspirar suas paisagens, que agora são minhas, porque seus são os meus olhos e acho que eles se misturam em paisagens. só acho. rs
amo-te
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Amore mio! Te desenho com meu olhar!
Grazie per tutti!
Bacio
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