Corredores, Codinome Locura

Desenha o cotidiano como quem cria rotas.

Era um domingo inteiro e dia nenhum onde vasculhou a palavra saudade.
A solidão é um luxo para quem tem companhia. Guarda as linhas, a tesoura e agulhas. A estrela desafiou o tempo e hoje, a saudade criou asas. Ganha alento no vento da tarde e a liberdade tem olhos que espiam. Para onde eu for aqui dentro, tudo é traço. Resquícios de que quem saiu aos seus não degenera.
As rosas não moram no jardim do lado e o sopro é a voz que a solidão trouxe aqui.

Mariana Gouveia
Projeto: Na rota das borboletas – do voo ao pouso.

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