Hoje a tarde o pássaro gigante veio de novo e lembrei-me de você. Lendo seu texto e seu vagar pelo quintal, veio a memória o alma de gato – esse pássaro – que se pousar não cabe na minha mão.
Tempos atrás ele pousou ai no seu quintal e cantou. Ainda lembro-me dos nossos diálogos em torno dele. O cão daqui estranhou esse menino grande no galho da árvore e latiu. Não fosse pelo tamanho, mas pelo canto dele que lembra um miado de gato. Por aqui, voam sempre em dois… mas consegui fotografar um só.
Você sabe que minhas mãos sempre se transformam em pousos para os que voam… às vezes, até eu fico encantada e não me acostumo. Mas, não imagino de maneira nenhuma um pássaro desse tamanho pousando nelas. Por enquanto, já fiquei feliz com a volta deles nessa tarde intensa de calor.
De Susan Sontag conheço o que você me apresentou e me aliei a liberdade dessa mulher incrível que desvendei através de seus olhos e de suas palavras. É engraçado como voar e pousar tem tantas dimensões entre as esquinas que nos encontramos.
Grazie por isso!
Mariana Gouveia

Eu me deliciei com a narrativa… lembrei do meu pássaro gato e de seus voos pelos galhos, da provocação com a gata que escalou a árvore atrás dele e nada. Em um salto, mudou de árvore e deixou a gata sem rumo. Eu ri… claro!
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Sempre que ele vem aqui, me lembro de você e desses detalhes todos. Também essas lembranças arrancam risos cá.
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