Conheci o homem do campo. Não tinha nome comum como os outros nomes. Tinha sonhos e carregava eles nos braços como se fosse colher o que plantou.
Não gosta da noite – disse – … é quando o cansaço bate forte e ele chega vestido de esperança – e na alma, o coração vadio ri de qualquer coisa. Leu para mim cartas que chegou em suas mãos, com letras que eu o ensinei a ler – quando ele era um moço sem sonhos – e começou a escrever poesias depois disso… Contou-me sobre o rio e suas curvas como se fossem serpentes a desenhar o formato entre a floresta e do bicho que louva a Deus e se molda ao ambiente. Acolhe a noite com seus cansaços tênues contrário ao sono que nem vem porque ele sonha em ser bicho e viver.
Mariana Gouveia

Great !!
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