Alguém me contou a história pelo avesso e vi a sorte no riso de um menino comum. O sábio tinha jeito de louco e o porta retrato trazia apenas asas quebradas. Na folhinha, a magia do dia retratava o dia em que voei. Você acreditaria se eu dissesse que esqueci a cor dos meus olhos e quase disse azul quando me perguntaram?
Deve ser isso que se chama de delicadeza das coisas. Alguém hoje enterrou seu bem mais precioso e de novo estava lá as asas… lembrei dessa mania de voo que me pertence. Para minha lógica comum, sou esse centro onde as ocas rodeiam. Isso de ser de céu é quase um alento aonde tudo é pouso.
Mariana Gouveia

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