
Costurava a certeza das coisas dentro da memória. O cheiro invadindo o espaço e a natureza com seus mistérios exalando lembranças da infância. Era como se uma janela se abrisse e fosse me mostrando cada espaço dos anos vividos. O cão a farejar no mato o bicho estranho. O banho no rio quase passa dentro do quintal. O riso manso a festejar estripulias e a certeza de que os momentos ficam para sempre, como se uma gavetinha ficasse ali, os guardando para quando a saudade bater – ou a viagem me trazer de volta ao aconchego da alma – a gente abrisse e dela saíssem esses momentos que me fez forte até aqui.
Mariana Gouveia
🩵
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❤
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Ah essas gavetinhas!
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Você entende disso muito bem…
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