
O fogo ardeu dentro do sol. As labaredas alcançaram o cerrado e a fumaça, o céu. O boletim do tempo atravessou a meteorologia. O paraíso tem as chamas dentro das folhas. Havia o dia de amanhã na espera do beijo. O coração gera a expectativa de canção. No verso do poema sua mão sobre a minha onde chuva promete coisas desavisadas que não acontece.
Fala de flores que nascerão no cerrado cinzento e de frutas temporãs de um mês que queima em uma invasão antecipada de outra estação – a chuva da estação era presságio de colheita – o verbo mudado para o instante seguinte. A direção errada de uma nação sem coisa nenhuma.
Tudo muda o sentido das coisas quando o arder também invade a alma.
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega
💜
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❤
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Vi as notícias de ontem e fiquei pensando no infeliz que disse que nada aconteceria nem no sul, nem no norte e cá estamos nós a lidar com a realidade onde negacionistas nos custam tanto. Até quando iremos ignorar os alertas?
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Lendo seu comentário, nem parece que isso foi a três anos. Parece que foi ontem. Nada mudou. Ou melhor, muita coisa mudou e outras continuam iguais.
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