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11 – Pretérito imperfeito oblíquo de um caos que nunca chega ao fim

Os caos se instalou por aqui hoje. Na alma, no quintal e nos arredores… ainda dorme em algum canto do muro.

Morreu uma estrela ontem. O dia começa com horário atrasado dentro do tempo. Era às vezes asas no quintal. Um menino que voa vem dar o bom dia e de noite quer colo de asa. A morte da estrela não afeta o voo da ave que beija e nem causa efeito no afeto que ele busca em minha mão. Quando ele foge do vento no quintal e não encontra árvores no lugar – que o vento levou – cabe na mão dentro do abraço. O menino é um ser de asas em mim. O menino é um ser de voo na sala. E quando um dia se torna intrigante, doído e fora da lógica ele é um sopro de amor mesmo com estrelas morrendo no céu.

Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega – Roseli Pedroso e Suzana Martins

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