Querida Esther,
queria te dizer que já vi um jasmineiro sobre a chuva, mas foi em quintal alheio e confesso que já fazem alguns dias. Aqui, o sol e seu calor abrasante tem batido todos os recordes nos termômetros das ruas onde passo quando vou ao trabalho.
O meu companheiro tem me ajudado muito com o regador sobre minhas plantas e tenho certeza de que meu quintal sente saudades imensas da chuva. Eu também. Já te contei que o cheiro que ela exala quando cai sobre a terra seca se chama petricor? Acho tão lindo isso! Antes de descobrir isso, eu amava a essência sem saber o nome e chamava de cheiro de terra molhada. Mas, saber o nome deu um charme especial para essa fragrância.
Faz tempo que eu queria te abraçar e faço isso hoje, nesse dia seco e quente. Li você falando sobre como a vida é por um triz e tudo é muito frágil. Você perdeu o amor da sua vida e eu perdi a mãe do meu amor e meu pai. Duas perdas duras em menos de 15 dias e me recorro ao seu texto sobre o jasmineiro e fui buscar Chiquinho em seu banho matinal na última chuva.
Sabe, Esther, amo ver ele se projetar em minha volta logo que amanhece e meu movimento primeiro é passear pelas ideias matinais ao redor dele. O dia nem nasceu e ele já me chama na porta da cozinha e lá vou eu me derramar de amor por ele, assim como você com seu jasmineiro.
Como você mesma disse: uma coisa é um jasmineiro e a outra é o Universo, bilhões de constelações e planetas e satélites e etc. Galáxias, buracos negros e luas e sóis. Mas se não houver um jasmineirozinho para este perfume, de que vale a vida, de que vale tudo? Essas guerras… um jasmineiro abrirá ainda uma flor lá na Faixa de Gaza, em Israel ou na Ucrânia? Tomara. E eu completo, Esther, tomara que um pássaro qualquer sobrevoe esses lugares entre a flor branca de seu jasmineiro e leve pelo menos a esperança de dias melhores, mesmo que não seja um beija-flor como o meu. Tomara!
Um beijo grande,
Mariana Gouveia
BlogVember via Scenarium Livros Artesanais
Participam comigo:
Lunna Guedes – Obdúlio Ortega – Roseli Pedroso

🩶
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❤
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Mariana, perdida ainda na minha perda, tenho deixado até de ler o que me escrevem, vc me perdoa por isso? Cada vez que me escreve, recebo o seu abraço apertado de irmã.
Hoje, escreverei sobre as acácias. Hj eu tô chorona porque meu marido não verá esses cachos amarelos contra o azul do céu.
Tudo é por um triz, mas ainda verei vc ao vivo e em cores. Pra te entregar a estrela Dalva que colhi de madrugada.
Todo amor, obrigada. Te beijo e te amo , siamesa.
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eu também te amo, minha querida! Beijo grande ❤
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Compreendo sua dor e te abraço, minha querida! Beijo e te amo também ❤
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Bom dia
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Bom dia! ❤
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