Contou o verbo do dia. Perdeu – se. E ainda era o avesso da dor. E era ninho e abraço.
Dá para prender voo dentro de gaiola? O infinito é logo ali…
E de romãs tingiram as cortinas. Do sonho que revolve o mundo, tem as flores respingadas de asas. A vida é escondida em aves. E o ninho cabe a solidão a dois.
A voz a ecoar canções que de novo só se repetirá quando o gravador sentir saudades de um tempo de amor. Quando fechei a carta e o envelope travou nas palavras que diziam que era amor.
Eu escrevia sem deixar de prestar atenção às nuvens. Há casas que são feitas para os chocolates feitos em noites frias – quentes – e a delicadeza era um lugar bordado no bastidor. Para mim, a vida é essa oração. De dois quando tudo se resume em presença e vontade,
Éramos viajantes em um céu que abriga peregrinos em seu espaço aéreo.
O meu amor humano tem instinto de céu e de asas.
Mariana Gouveia

Olhei lá para fora e vi um traço de lua. tentei contar os dias, saber em que lugar estou. O calendário diz que é julho e há ventos por aqui, como no tempo anterior. Quando cheguei por aqui diziam que julho pertencia aos ventos. Nos últimos anos nada. Te contei que não tinha canto de pássaro, pois cantaram pela manhã, só para me avisar: estamos aqui, você é que não nos ouve. Eu ouvi e me lembrei de você. Não dá para prender o vôo numa gaiola, não. Vôo precisa de asas, que precisam de céu azul…
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Aqui, já é novembro e o azul está terrivelmente azul… e tem um dourado de sol exageradíssimo.
E o pássaro da madrugada canta agora no quintal.
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