Das rotinas

Era uma vez, o mar

Ph: Tom Chmbers

De noite, voava como se tivesse asas e dependurava no teto – colados em ideogramas – os sonhos.
Voava como se fosse peixe, desenhado para voar…
e assim, ainda voava como se o mar fosse céu.
Voava como se fosse o instrutor da hidroginástica a fazer passos ouvindo “Glóriaa…”
Como se fosse ave, flor, voava. Muitas vezes, durante o silêncio da madrugada.
Em outras, era o céu que voava dentro dela.
Como se tivesse asas e pudesse plainar, pousava
feito a borboleta na mão…

Mariana Gouveia

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