Criei promessas desenhadas nas paredes, onde eu furava o estuque para descobrir o sem cor que havia por trás do verde esperança.
Fiz contratos com uma criança alegre que morria em mim. Descobri pessoas com falhas que mudavam a meteorologia dentro das horas do dia. O ápice das estações do ano é o meu coração. As raízes do outono a explorar o infinito e tentando expor folhas para mim – logo eu, que era pura fotossíntese – que conhecia os aromas do chão a receber o toque da folha que caia. Alguém que cuidava do jardim adoeceu… esqueceu da promessa de nunca deixar de regar o que tinha necessidade de água, e imaginou encontrar seu sonho no centro da semente. A mão possuía a aurora feito quando amanhecia e o poente a demarcar o céu dentro da noite escura e a ave a dominar a vida… Maio tem essa inconstância para fora dos limites de quem entende do tempo. O céu é brilhante e puro apenas uma vez – ou o ocaso muda de acordo com as nuvens.
Estou sempre em movimento, para evitar multidões felizes ou pessoas a puxar assunto sobre o tempo – esse moço inconstante e ranzinza – enquanto eu escolho sementes a partir do som das folhas que caem. A árvore desfolhou-se toda como se fizesse parte do tempo remoto em um lugar onde a estação se transforma no canto das aves. O voo é o caminho do pouso. A dor da vida anda na frente de mim, como viajar antes na rota das fugas.
Mariana Gouveia

E eu…esqueço o tempo caminhar dentro dos meus pensamentos enquanto o voo do pássaro divide o infinito em dois e o outono se perdeu no verão dos dias.
Um grande abraço carinhoso ❤️❤️❤️
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O caminho se faz caminhando e tenho certeza de que sua visão é sempre de esperança, dia após dia. Grata sempre ❤
abraço carinhoso ❤
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