Nascia uma árvore no quintal. Abracei o vento como quem dança valsa na vida. Os pés alados atravessam o oceano a nado. O corpo, essa sede de toque, quase súplica para o desejo. Apenas o resquício de uma vontade que já foi. Pedindo voz para dentro do beijo. Alguém me disse que o amor nascia hoje, pelo riso dado e as declarações feitas. Lembrei-me da diferença da estação. A meteorologia e sua fúria em errar as previsões. As palavras do dia – lá, naquele passado estranho – revividas em contagem regressiva para desejar o amor e tua voz há de ecoar eu te amo como quem sonha e minha delicadeza comerá ternura dentro dessas palavras. Nascia a sorte nas cartas lidas, nos símbolos onde o coração foi rabiscado nas paredes tortas, nos trevos de três folhas mesmo com uma joaninha a dançar na folha. Quando os poros irreconciliáveis, com a pele que implora toque no braço que se abraça e a distância dita – quase nenhuma – entre o som do riso e a voz. Dentro da curva da noite, a chuva – na gota – coincidência do nada entre o nascer do amor aconteceu o mar.
Mariana Gouveia

La mer est longue, un pointillé îles tient l’escale. Dans les courants qui ne font que passer reste un ventre qui parle avec des seins qui battent autrement. Le désir reste accroché comme un embarcadère…
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Je n’ai pas encore rencontré la mer, mais elle vit en moi d’une manière ou d’une autre.
Merci de votre présence.
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Son odeur s’enroule aux platitudes pour en laisser les sens envahir l’attente du désir…
Bonne nuit Mariana🌺🌷🌺
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J’imagine.
bonne nuit 🌺🌷🌺
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Eu nunca sei de que mar falas… que forma tem. E quando fala que o amor nascia hoje, sei que é do coração que vem os teus acordes, então o mar pode ser o vermelho, em ondas que fazem pulsar o lado de dentro, o teu lado.
Comigo tudo é trovão, o mar é fúria é do lado de fora, em ondas que chegam ao meu corpo, onde arrebentam…
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O mar que falo, bambina, é o que ecoa dentro de mim… em ondas… até o dia em que ele surgirá para mim e nem sei como serei depois disso.
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