Tenho uma solidão para esse nome das coisas.
Virei perfume dentro das suas palavras. Vi uma moça da aldeia com borboletas no corpo. Era feito de sol essa saudade. O jardim endoidou de vez quando percebi o vazio por detrás da janela. O calor assolou o cerrado e a meteorologia colocam vermelho puro no mapa daqui. O lugar de mim esvazia o peito e estende a mão, não sou mais além de sombra onde a asa não me abriga.
Escrevo cartas antecipando primaveras… a impressão do dia seguinte é quase logo ali, no outro mês, já repetido exaustivamente no sistema. O desejo tão líquido quanto a sede – falta água – e a fome de tocar sua mão, tão marítima dentro desse oceano seco de rio.
A ventania consome essa vontade de pouso, onde meu quintal respira maresia nos cantos do muro.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar os quintais
Scenarium Livros Artesanais
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Cada frase, um poema completo. Lindo demais Mariana!
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Roseli, meu amor ❤
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Belíssima escrita que vem d3 seu quintal
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Grata sempre, minha flor ❤
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Suas escritas são lembranças que perduram para sempre, jamais serão extintas pelas marisias do tempo. Parabéns. Um fraternal abraço do poeta Carvoeiro
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Muito obrigada! Abraço carinhoso
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Eu agradeço nos brindar com suas escritas belíssimas.
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