Era um vento na janela e não era ficção. A lua, pendente — quase um rasgo no céu — a mostrar todo o seu poder sobre escorpião, rompendo as marés. O pai sempre me avisou para respeitar as fases da lua e o vento — quase uma afronta — vindo do Sul, fazendo com que o perfume incomode minhas lembranças. Fecho os olhos e ganho asas nessa imensidão. Sou quase lua, senhora de si e caminhante no céu. A justa luz me inspira segredos únicos-preciosos — linguagem simples.
Adormeci nos rumores do dia… folhas como travesseiro. Escrevi até doer as mãos, transitando por corredores de ontem — outro voo sem pouso. O cansaço é quase um abismo me oferecendo colo. Reviver certos momentos é quase estender a mão em uma janela invisível e sentir o toque.
A previsão do tempo quase acerta a secura da alma.
Mariana Gouveia
Desvios para atravessar quintais – Diário das Quatro Estações
Scenarium Livros Artesanais
Ph: Leslie Ann O’Dell

*Beleza de narrativa…* *Adorei .* *Posso registar no meu face : Adormeci nos rumores do dia… folhas como travesseiro. Escrevi até doer as mãos, transitando por corredores de ontem — outro voo sem pouso. O cansaço é quase um abismo me oferecendo colo. Reviver certos momentos é quase estender a mão em uma janela invisível e sentir o toque.”?Maria *
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Claro que sim, Maria! Me honraria muito! Grata! Abraço
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