Querida flor,
As porcelanas empoeiradas na mesa de cabeceira guardam segredos que eu apenas repetia para o espelho. Depois que coloquei o pano azul para cobri-lo nunca mais ousei pensar neles.
Costurei a garganta todo dia para não cantar as canções daquele tempo em que a maresia trazia o balanço das ondas para o quintal.
Vivi todos os dias a metamorfose de me regenerar na dor. Era a asa quebrada no vento. Era o vento derramando força no pouso.
Queria a mão para que fosse leveza.
Queria leveza para que não doesse a alma – algumas dores nos fazem mais fortes – e para que apenas passasse os dias com suas rotinas. O medo é apenas passageiro… dá apenas coragem para pousar quando é necessário o voo.
Mariana Gouveia
Participam dessa blogagem coletiva:
Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Obdulio Ortega – Roseli Pedroso

Quanta beleza. Estou me “metamoforseando” para me regenerar da dor. 💔😔
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Minha querida! Nesse momento, é a melhor maneira… Te abraço
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✨🌻
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A borboleta o seu nascimento, auge e morte no mesmo dia. Nasce bela, morre jovem…
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eu discordo sobre a vida da borboleta… segundo minhas pesquisas aleatórias, não comprovadas cientificamente, elas vivem entre uma e quatro semanas e há uma espécie que não sei o nome, que vive nove meses… Tenho uma amiga deliciosa, Graça Carpes, que escreveu um poema lindo sobre:
“Tenho o tempo das borboletas. Uma semana é uma vida”.
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Mariana, realmente! Pesquisando, encontrei informações que as borboletas vivem o tempo que reportou. A mariposa, sua parente, é que vive apenas 24 horas. Obrigado pelo esclarecimento!
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Belo registro de nossas mudanças…
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Acontece quase todos os dias no meu quintal e não me canso de encantar!
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Bom demais ter um quintal assim!
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Que foto!
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Grata, Cris!
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